Domingo, 15 de Setembro de 2019
OPERAÇÃO EMINÊNCIA PARDA

Pecuarista preso na 6ª fase da Maus Caminhos deixa presídio após habeas corpus

José Lopes é acusado de receber, entre março de 2014 e agosto de 2016, aproximadamente R$ 20 milhões do médico Mouhamad Moustafa, sem a comprovação de nenhum serviço prestado



show_Foto_A8FC6061-09E8-44EE-86DF-F827F8ACB268.jpg Pecuarista foi visto ao sair de IML em Rio Branco, no Acre, após ser preso em julho - Foto: Jairo Barbosa
11/09/2019 às 16:29

O pecuarista José Lopes deixou o Centro de Detenção Provisória Masculino II (CDPM II), localizado no quilômetro 8 da BR-174 (Manaus-Boa Vista) na tarde desta quarta-feira (11). O empresário estava preso desde o dia 30 de julho quando foi alvo da operação Eminência Parda, 6ª fase da Maus Caminhos, e foi liberado após a desembargadora do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Mônica Sifuentes acatar, na segunda-feira, um pedido da defesa do empresário.

De acordo com a  assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), o habeas corpus foi comunicado à unidade prisional às 14h10 desta quarta-feira e às 14h52 o pecuarista foi solto sendo monitorado por tornozeleira eletrônica. 

Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF), há indícios de que José Lopes cometeu crimes de lavagem de dinheiro e peculato. O pecuarista é acusado de receber, entre março de 2014 e agosto de 2016, aproximadamente R$ 20 milhões do médico Mouhamad Moustafa, sem a comprovação de nenhum serviço prestado.

Na decisão, que foi publicada no site do TRF1 na terça-feira, Mônica Sifuentes substitui a prisão preventiva por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e comparecimento periódico à Justiça para informar e justificar atividades. 

Investigação

Segundo as investigações, o médico e empresário Mouhamad Moustafa, fundador do INC, repassava grandes quantias em espécie ao pecuarista. Eles moravam no mesmo condomínio, o que facilitava o contato. Foram realizados vinte encontros e em cada um deles eram entregues cerca de R$ 1,040 milhão, de acordo com o delegado de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Federal, Max Ribeiro.

Segundo o MPF, a Controladoria-Geral da União (CGU) identificou pagamentos à G.H. Macário Bento (empresa de Gustavo Macário Bento, cunhado do pecuarista) por serviços não prestados ou realizados com sobrepreço feitos pelo INC, acusado de desviar mais de R$ 100 milhões do setor de Saúde no Estado. 

O pecuarista teria uma empresa que foi inserida como prestadora de serviço ao INC que também recebia pelos serviços prestados, mas a CGU identificou pagamentos por serviços não prestados ou serviços com valores superfaturados.

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Repórter de A Crítica

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