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Peixeiros abandonam boxes cedidos pela prefeitura em feiras e voltam para as ruas de Manaus

Os canoeiros que vendem o pescado na travessa Tabelião Lessa, no Centro, haviam sido retirados pela prefeitura e retornaram para o local após um mês 15/09/2014 às 09:52
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Os canoeiros que vendiam peixes na travessa Tabelião Lessa, no Centro, e que haviam sido retirados pela prefeitura, retornaram para o local
Jéssica Vasconcelos ---

Os canoeiros que comercializavam peixes na travessa Tabelião Lessa, no Centro, e que haviam sido retirados pela prefeitura, retornaram para o local há pelo menos um mês, segundo comerciantes que trabalham próximo dali. Segundo a Secretaria Municipal de Feiras, Mercados e Abastecimento (Sempab), os canoeiros são os mesmos que receberam boxes em feiras da cidade para comercializar o pescado.

Ainda segundo a secretaria, dos 17 peixeiros realocados na feira do Coroado, em maio, apenas um permanece no local, enquanto os outros optaram por retornar à ilegalidade.

Durante a manhã de ontem, aproximadamente 20 canoeiros vendiam peixes normalmente ao lado do mercado municipal Adolpho Lisboa, enquanto os fiscais tentavam fazer com que eles não avançassem com a venda em caixas de isopor ao longo da travessa. A secretaria informou que os fiscais que atuam na área receberam diversas ameaças por parte dos canoeiros por tentarem inibir o comércio irregular e que, por isso, está programando uma nova operação de retiradas do vendedores do local, desta vez com o auxílio da polícia.

Reincidentes

Raimundo Barbosa foi um dos canoeiros retirados durante operação da secretaria que preferiram retornar para a travessa Tabelião Lessa. A justificativa, segundo ele, é que a venda de peixes nas feiras é muito baixa. “Fui realocado na feira do Morro da Liberdade e lá não tem o mesmo movimento da Manaus Moderna”, alegou Raimundo.

De acordo com ele, se os canoeiros comprarem R$ 500 de peixes para vender nas feiras, o produto estraga porque não é vendido. “Temos famílias e não podemos ficar no prejuízo, esperando vender pelo menos a metade”, acrescentou.

Para o canoeiro, não há motivo para que os vendedores sejam retirados, já que, conforme o rio baixa, todos se afastam e voltam a vender nas balsas da Manaus Moderna. “A venda de peixes nessa rua é muito antiga e muitos que estão aqui aprenderam a fazer isso com o pai, por isso não existe necessidade de tirar as pessoas daqui, afinal, os clientes preferem comprar na beira, e não no mercado, que vende mais caro”, defendeu.

A aposentada Maria Auxiliadora Lins, 65, é uma das que optam por comprar peixe na travessa Tabelião Lessa, segundo ela, porque, no mercado, é mais caro. “É mais barato, por isso compro aqui”, disse a aposentada, aparentemente despreocupada com as péssimas condições de higiene do local.

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