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Manaus
GREVE

Pelo segundo dia, caminhoneiros paralisam na refinaria de Manaus contra altas do diesel

"Não vamos arredar o pé daqui", disse representante da classe dos caminhoneiros da Região Norte. Categoria afirma que está em negociação para interditar AM-010 25/05/2018 às 07:34 - Atualizado em 25/05/2018 às 07:37
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Representantes de outros movimentos, como de motoristas por aplicativos, também aderiram o movimento. Foto: Divulgação
Amanda Guimarães Manaus (AM)

Mesmo após o Governo Federal anunciar um acordo para suspensão da greve por 15 dias, caminhoneiros de Manaus continuam na manhã desta sexta-feira (25) paralisados na via de acesso à refinaria de Manaus, Refinaria Isaac Sabbá (Reman), na estrada Marapatá, bairro Distrito Industrial, na Zona Sul da capital. O grupo afirma que está em negociações para também interditar a rodovia AM-010.

Em entrevista ao Portal A Crítica, o representante da classe de caminhoneiros da Região Norte, Edmilson Aguiar, afirmou que não existe prazo para que a categoria suspenda a greve. "Continuamos a paralisação e não temos data para parar. Agora o nosso movimento está ficando maior, porque a sociedade começa a aderir o movimento. O Governo Federal não conversou com a categoria. Não vamos aceitar isso, porque não deram garantia para cumprir o acordado", disse Edmilson.

Segundo o representante, caminhoneiros de outros Estados da Região Norte também continuam paralisados. "O Governo falou que não tem como retirar os impostos, mas pelo menos tirem os privilégios desse valor. Os protestos estão acontecendo em todo o Brasil. Em Manaus, não arredaremos o pé daqui", comentou.

Edmilson também completa que o desejo da categoria é também interditar a AM-010 (que liga Manaus ao município de Itacoatiara). "Estamos em negociação para fechar a rodovia. Já recebemos a informação que o Porto só tem diesel até meio-dia. Só vamos voltar quando o Governo Federal conversar com a categoria", finalizou.

Acordo com 'categorias'

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, anunciou nessa quinta-feira (24) que o Governo Federal tinha fechado um acordo com categorias de caminhoneiros para suspensão da greve nacional iniciada na segunda-feira por 15 dias.

Segundo Padilha, a Petrobras vai manter a redução de 10 por cento no preço do óleo diesel pelos próximos 30 dias e vai assegurar periodicidade mínima de 30 dias para eventuais reajustes do combustível nas refinarias.

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou que Petrobras assume a redução por 15 dias, a partir do 16º dia será bancada pela União. Segundo o ministro, não há nenhum prejuízo para a petrolífera.

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