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Manaus
GREVE

Penalização por faltas ainda é pauta de negociação entre Seduc e professores

Em dias úteis totais, foram seis dias sem aulas para alunos da rede estadual. Por enquanto, a secretaria contabiliza dias de greve para reposição e deixa em aberto possível desconto 02/04/2018 às 12:10
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Foto: Euzivaldo Queiroz
Isabella Pina Manaus (AM)

Os professores e funcionários da rede pública estadual de educação estão em greve há 11 dias, incluindo fins de semana de feriado. No dia 24, terceiro da paralisação oficial, o titular da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (Seduc), Lourenço Braga avisou: quem não comparecesse ao trabalho seria penalizado com falta. A contagem, no entanto, não está em total vigor.

Do dia do anúnicio até esta segunda-feira, contando dias úteis - e incluindo o sabádo, para as instituições que funcionam - foram seis dias de paralisação. Até agora, a Seduc não bateu o martelo quanto à cobrança de faltas.

Ainda será avaliado, junto ao sindicatos dos professores, durante as negociações, os possíveis descontos de faltas. Se o Governo e a categoria entrarem em um acordo - acordo este que pede 35% de reajuste salarial entre outros - a penalização quanto as faltas fica em aberto. 

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), Marcus Libório afirma que o abono das faltas é ponto importante das negociações e que já foi colocado em pauta com o Governo.

"Na última audiência que tivemos, colocamos na mesa que queremos que o Governo se comprometa a abonar estas faltas durante a paralisação. Ninguém faz greve só porque quer, fazemos porque chega ao nível extremo de necessidade. Ninguém merece ser punido por isso. É um compromisso nosso garantir que ninguém saia prejudicado. Inclusive os nossos alunos. A luta é de todos".

A Seduc ainda analisa a situação e qualquer decisão será tomada só ao fim das negociações. Quanto ao controle de reposição de aulas, o órgão afirma que passa a contar a quantidade de dia simultaneamente ao início da greve.

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