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Percorrendo longos trajetos pela capital, carteiros comemoram o seu dia neste domingo (25)

Com uma rotina que inclui 15 quilômetros de caminhadas diárias, eles percorrem a cidade e ajudam a reduzir distâncias entre a correspondência e o destinarário. Dia do Carteiro é comemorado no dia 25 de janeiro 24/01/2015 às 16:30
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Há 12 anos entregando cartas, Fredson Freitas conta que caminha, em média, 15 km por dia, carregando uma carga de até 12kg.
Cynthia Blink Manaus (AM)

Não é por acaso que neste domingo é celebrado o dia carteiro: em 1663, nessa mesma data, foi instituído o primeiro correio-mor do Brasil. Desde então, esse profissional está nas ruas de todo o País entregando as correspondências e diminuindo as distâncias entre as pessoas.

A distância só não diminui para o próprio profissional, que anda em média 15 km por dia com uma carga de aproximadamente 8 kg, caso seja uma carteira, e 12 kg se for um carteiro.

Bem vindo

Segundo o carteiro Fredson Freitas da Silva, 37, que trabalha há 12 anos no mesmo distrito, no bairro Presidente Vargas (mais conhecido como Matinha), Zona Sul da capital, quando está com a farda, ele é bem-vindo em todos os locais da cidade e não tem a segurança ameaçada mesmo quando está em locais considerados mais perigosos pela polícia. “No trabalho vou em locais onde se sabe que existem usuários de drogas e pessoas envolvidas com tráfico, mas nada acontece comigo. As pessoas sabem que se fizerem mal aos carteiros, não receberão suas cartas”, afirma Fredson.

Ele também conta que, após trabalhar por todo esse tempo no mesmo distrito, já conhece os “clientes” pelo nome e viu muitas crianças do bairro tornarem-se praticamente adultos.“Sou amigo dos meus clientes e eles são meus amigos também. Sempre nos convidam (os carteiros) para um café, uma água... conversamos um pouco, mas tudo deve ser com um pouco de pressa”, afirma Fredson, justificando que ele tem hora para concluir as entregas.

Use a conta de água

Uma das dificuldades descritas por Fredson na hora de entregar as cartas é o endereço. “É que sempre a prefeitura muda o nome da rua, não sei por que isso acontece. Para mim, que já conheço bem o meu distrito, não é um problema, mas para um novato na área, sim”, explica o carteiro Fredson.

Ele também deixa uma dica valiosa para quem deseja receber sua correspondência sem erro. “Recomendo que as pessoas usem as contas de água na hora de fornecer o endereço para uma loja ou coisa assim. Como é fornecida pela prefeitura, os dados se mantém atualizados”.

Concorrência

De acordo com o experiente carteiro, o e-mail e outros novos recursos da comunicação não influenciaram no trabalho deles. “Não diminui nossa quantidade de trabalho porque as pessoas preferem receber a conta do que ter que imprimir, então continuamos trabalhando igual como quando eu comecei, com meus 25 anos”, garante Fredson.

Cachorros

As cicatrizes de Fredson não o deixam esquecer dos piores inimigos dos carteiros: os cachorros. “Já fui mordido umas três vezes, são ossos do ofício”, conclui.

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