Segunda-feira, 22 de Abril de 2019
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Manaus

Perícia interrompeu velório para colher amostras na policial morta com tiro na cabeça

A pedido da família da PM Deusiane Pinheiro, morta com um tiro na cabeça no dia 1º, peritos do IC interromperam o velório para colher amostras no corpo dela


03/04/2015 às 18:09

A presença de dois  peritos da Polícia Civil chamou a atenção de quem esteve no velório da policial militar do Batalhão Ambiental, Deusiane da Silva Pinheiro, 26, encontrada morta com um tiro na cabeça na noite da última quarta-feira (01), em uma base fluvial da Polícia Militar, no bairro Tarumã, na Zona Oeste da capital. A visita inusitada atrasou em pelo menos 1h o cortejo fúnebre que estava previsto para iniciar às 9h30, até o Cemitério São João Batista, na Zona Centro-Sul, nesta sexta-feira (3).

De acordo com o Departamento Técnico-Científico da Polícia Civil (DPTC), os peritos precisaram ir ao velório coletar o material, atendendo uma requisição feita pelo 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), que chegou à eles durante a manhã.

A portas fechadas, os policiais coletaram as amostras necessárias para o exame Resíduográfico durante cinco minutos. O exame pode identificar se nas mãos da vítima existiam vestígios de substâncias químicas, como a pólvora, provenientes  de um  disparo de arma de fogo.

“No dia em que ela foi encontrada morta, esse exame foi realizado como de costume, mas não constou nenhuma substância. Porém, isso não significa que ela não efetuou o disparo”, explicou o diretor do DPTC, Jefferson Mendes, ao acrescentar que pelo fato de o tiro ter saído de uma pistola é mesmo provável que haja vestígios no corpo da policial. 


“Se fosse um tiro de revólver seria mais simples, porque os elementos químicos saem da arma pela parte de trás e facilmente impregnam na pele da pessoa. Mas como foi de pistola, esses elementos se expandem pela lateral, deixando menos sinais no corpo”, esclareceu ele.  Segundo o Instituto de Criminalística (IC), a arma utilizada foi uma pistola PT 100. 


Jefferson Mendes considerou como atípica a presença dos peritos durante o velório e afirmou que todos os procedimentos e coletas de exames são realizados ainda no Instituto Médico Legal (IML). “Isso nunca tinha acontecido aqui antes”, contou. Ainda de acordo com a polícia, o novo exame foi solicitado pela família ao 19º DIP e atendido na manhã, para eliminar qualquer dúvida sobre o caso.

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