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Perigo nas ruas e assaltos constantes assustam moradores do conjunto Duque de Caxias

Média de quatro a cinco assaltos por dia vem assustando as famílias que vivem no conjunto residencial da Zona Centro-Sul de Manaus 10/12/2014 às 10:34
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No carro de lanche a proprietária fixou um cartaz em que diz que cansou de ser assaltada e optou por fechá-lo
Joana Queiroz Manaus (AM)

Moradores do conjunto Duque de Caxias, bairro Flores, Zona Centro-Sul, vão fazer uma manifestação nesta semana para chamar a atenção das autoridades de segurança para a onda de assalto que está acontecendo no local. Diariamente, uma média de quatro a cinco pessoas são vítimas de assaltos. Comerciantes estão fechando seus estabelecimentos mais cedo para evitar os ataques  e andar nas ruas do conjunto  está cada vez mais perigoso.

A  convocação foi programada para ser feita durante as missas do fim de semana. Eles pretendem ir à noite para as ruas e fechar a avenida Torquato Tapajós no sentido bairro centro. O Duque de Caxias está localizado a poucos metros da Secretaria de Segurança Pública (SSP), mas nos últimos meses a presença da polícia está cada vez mais escassa.

Na noite de quinta para sexta-feira dois estabelecimentos comerciais foram alvo de assaltantes. Um deles foi o mercadinho Casa da Fruta. Funcionários contaram que o assalto aconteceu por volta das 19h30 quando quatro seis homens chegaram ao local a pé e de cara limpa. Quatro entraram e dois ficaram do lado de foram observando a movimentação.

No momento, cinco clientes estavam lanchando em mesas que estavam colocadas na calçada. Eles foram rendidos pelos ladrões que os obrigaram a entrar. Os criminosos fizeram um arrastão e levaram dinheiro e celular dos clientes, a renda do estabelecimento aproximadamente R$ 1,1 mil reais.

Eles fugiram em um Palio de cor escura e em uma motocicleta de placas não identificadas. A ação dos criminosos foi filmada pelas câmeras de segurança do estabelecimento. Ainda segundo os funcionários, a polícia foi chamada, mas não conseguiu prender os ladrões.

Logo em seguida,  uma lanchonete localizada na rua 4 do conjunto foi o alvo dos ladrões. Segundo a dona do estabelecimento, que pediu para não ser identificada, os criminosos chegaram em uma motocicleta. O que estava na garupa anunciou o assalto e pegou os celulares de clientes e dos donos.

Receio

Ontem pela manhã a lanchonete estava fechada. Na porta, um aviso aos clientes explicando o porquê de o estabelecimento não estar funcionando. A mulher disse que está tendo prejuízo porque está deixando de vender seus produtos. 

A dona de casa Elizabeth Cardoso, 44, moradora da rua 6, disse que foi assaltada quando passeava com o  seu cachorro pelas ruas do conjunto. “Eu estava com a minha vizinha quando de repente parou uma motocicleta do nosso lado e um homem já foi nos empurrando e tomando o nosso celular. Não deu tempo nem de reagir”, contou.

Trabalho de portas trancadas

A cabeleireira Marluce Pontes, 56, está trabalhando com o salão trancado temendo ser assaltada. Pelo vidro da porta ela tenta identificar quem pode ser ou não um assaltante e por conta disso ela garante que está tendo prejuízos. Já faz algum tempo que eu só atendo os que são meus clientes ou pessoas conhecidas”, revela.

Marluce disse que fica nervosa quando chega um homem querendo ser atendido, muitas vezes ela deixa de prestar seus serviços com medo. Nessa época de Natal a cabeleireira redobrou os cuidados e está fechando o salão mais cedo.

No boteco LDM, na rua José Praxedes de Oliveira, a principal do conjunto,  os assaltos aos clientes são frequentes. É que eles preferem beber a cerveja no balcão, na beira da rua, e sempre são surpreendidos por ladrões que roubam o dinheiro e celular. “Aqui, durante o dia, temos o Ronda no Bairro e à noite o “Rouba no Bairro”, brinca um dos frequentadores do boteco.

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