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Perigo navega nas águas do rio Negro

Manobras flagradas por A CRÍTICA denunciam risco aos passageiros de lanchas que passeiam pela orla de Manaus 07/09/2013 às 08:06
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Na Manaus Moderna, voadeira com passageiros sem coletes salva-vidas passa ao lado de barco em deslocamento
CAROLINA SILVA ---

Nem após o acidente entre duas lanchas próximo ao porto da Ceasa, na manhã de quinta-feira, que vitimou uma turista inglesa, passageiros e condutores de embarcações que navegam pelo rio Negro seguem algumas normas de segurança da navegação fluvial.

A manobra perigosa feita pelo condutor de uma das lanchas é apontada como causa do acidente. Porém, outra irregularidade muito cometida diz respeito ao colete salva-vidas. A maior parte das pessoas não usa o equipamento.

Em virtude dos feriados da Semana da Pátria e do Amazonas, e do ponto facultativo em órgãos estaduais e municipais, ontem o fluxo de passageiros no porto da Ceasa, Zona Sul, era grande para os municípios do Careiro da Várzea e Careiro Castanho. Mesmo sendo obrigatório, o uso do colete salva-vidas era ignorado por muitos.

A orientação de portuários da Superintendência Estadual de Navegação, Portos e Hidrovias (SNPH) também era ignorada pelos tripulantes e passageiros das embarcações. A CRÍTICA constatou ontem que muitos preferem usar o equipamento de salvamento apenas em situações de emergência.

No porto da Ceasa é intensa a chegada e partida de embarcações - principalmente lanchas - e por isso o risco de acidentes é maior, pois na área também operam balsas que fazem travessia para o Careiro Castanho. Por esse motivo, o uso do colete deveria ser priorizado pelos passageiros e tripulantes.

No porto da Manaus Moderna, Centro, a situação se repete e é mais preocupante. Na área é comum ver catraias fazendo travessias para comunidades sem possuírem colete salva-vidas.

A Marinha do Brasil informou ontem - por meio de nota - que uma equipe encontrava-se na área da Manaus Moderna realizando Inspeção Naval nas embarcações para evitar excesso de passageiros em virtude do feriado prolongado. Informou ainda que outra equipe encontra-se volante nas áreas de maior concentração de embarcações na área compreendida entre o Tarumã e o Porto da Ceasa. Também disse que nos finais de semana, por causa do maior fluxo de embarcações nos rios, a fiscalização é intensificada com a Operação Verão 2013.

‘Eu estava saindo devagar’

Jailson Pereira de Jesus, que conduzia a lancha Dona Shirley, na qual estava a turista Gillian Metcalfe, 50, afirmou ontem que não estava em alta velocidade quando a embarcação foi atingida pela lancha Clicia VI. Ele falou para A CRÍTICA que na lancha que conduzia havia onze pessoas a bordo. Além da família de Gillian, estavam mais quatro turistas japoneses, dois tripulantes e mais o guia.

“Eu estava saindo devagar porque o guia estava explicando o trajeto da viagem e eu estava esperando outra lancha grande passar para seguir viagem. O outro condutor me disse que não me viu quando ele saiu do posto em que estava abastecendo porque ele tirou o bujão da lancha e acelerou pra que saísse a água”, relatou.

A turista estava indo com a família para o hotel de selva ‘Juma Amazon Lodge’, a 100 km ao sudeste de Manaus (e não ‘Amazon Lodge’ como foi publicado anteriormente). Gillian teve um traumatismo craniano. O acidente teve repercussão na Inglaterra ao ser publicado ontem pelo segundo jornal mais popular do País, o Daily Mail.



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