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Manaus
NÃO TEM COMO COIBIR

Período da Páscoa aqueceu o comércio irregular nos arredores das feiras da cidade

Sem fiscalização, comerciantes irregulares contrariam Lei Orgânica do Município nas proximidades da feira da Manaus Moderna vêm prejudicando a renda dos permissionários e colocando em risco a saúde pública 28/03/2016 às 11:10
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Aproximadamente 20 ambulantes se posicionam todos os dias no “beiradão”, na orla do rio Negro (Antônio Menezes)
Oswaldo Neto Manaus (AM)

Contrariando Lei Orgânica que proíbe vendas ambulantes a menos de 200 metros de feiras e mercados, comerciantes irregulares instalados nas proximidades da feira da Manaus Moderna, no Centro, vêm prejudicando a renda dos permissionários e colocando em risco a saúde pública. Com um preço muito abaixo do cobrado dentro da feira, eles negociam com os clientes a venda de peixes e verduras, no entanto os alimentos não oferecem qualquer garantia de qualidade.

Aproximadamente 20 ambulantes se posicionam todos os dias no “beiradão”, na orla do rio Negro. As canoas ficam atracadas na areia e, nelas, sem qualquer tipo de refrigeração adequada ou proteção, eles vendem diversas espécies de pescados como tambaqui, matrinxã, sardinha e jaraqui. “Eles vendem ali produtos impróprios para o consumo humano. Se você observar direito, eles lavam o peixe na água do rio. Essa água é poluída. No mínimo a pessoa que comprar aquilo vai ter uma ameba”, disse o presidente da feira da Manaus Moderna, Davi Lima.

Peixes sem qualidade

Segundo Davi, o comércio ilegal no beiradão é praticado por vendedores que já fizeram parte da feira da Manaus Moderna, mas que venderam seus boxes para outras pessoas. Davi conta que os ambulantes conseguem os peixes no Terminal Pesqueiro da Panair, no Educandos. “Eles compram os peixes que estão para ser descartados dos barcos. Por isso tudo sai mais barato”, revelou.

Ainda segundo ele, várias denúncias foram realizadas, mas nenhuma atitude foi tomada pela prefeitura. “Estou há dois anos como presidente e sempre denunciei. Eles (Subsempab) fazem a fiscalização, mas é uma ‘batida’ hoje e passa meses sem acontecer. Ali é uma questão que envolveria outros órgãos, como Secretaria de Meio Ambiente e Ministério Público. Só assim aquilo poderia acabar de uma vez por todas”.

A Sempab informou que seis fiscais atuam no local, no entanto, admite que, apesar de notificações e apreensões, a prática é recorrente. A pasta orienta a população a não comprar dos irregulares, por acreditar que a ação pode acabar com o comércio ilegal.

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