Domingo, 21 de Abril de 2019
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JUSTIÇA

Perito criminal Ricardo Molina vai atuar em julgamento do delegado Gustavo Sotero

Molina foi contratado pela OAB/AM e vai atuar na perícia do homicídio do advogado Wilson Justo. Em 2017, o perito criminal foi contratado por Temer para analisar a famosa gravação da conversa com o empresário Joesley Batista


08/06/2018 às 03:53

A Ordem dos Advogados do Brasil seccional Amazonas (OAB/AM) contratou o perito criminal Ricardo Molina para ajudar no processo do homicídio do advogado Wilson Justo Filho, ocorrido em novembro de 2017, cuja autoria é atribuída ao delegado da Polícia Civil Gustavo Sotero, que está preso aguardando julgamento em uma sala na Delegacia Geral da Polícia Civil.  A informação é do presidente da Ordem, Marco Aurélio Choy.

Molina foi contratado pela defesa do presidente Michel Temer, em junho de 2017, para analisar a gravação da conversa que o emedebista teve com o empresário Joesley Batista. O perito desqualificou o áudio utilizado pela Procuradoria-Geral da República na denúncia oferecida contra Temer por corrupção passiva.

Conforme Choy, o perito já está habilitado no processo e vai atuar como assistente técnico da perícia: poderá emitir laudo e dar parecer. Até essa quinta-feira (7), Choy ainda não tinha uma data marcada para a vinda de Molina a Manaus.

A advogada da família de Wilson Justo, Catharina Estrela, destacou a importância da participação do perito no caso. De acordo com ela, Molina é experiente e tem especialização em análise de vídeos. Ele irá analisar as imagens captadas pelas câmeras do interior da casa de shows Porão do Alemão, onde ocorreu o crime no final de novembro do ano passado.

“Ele vai explicar a trajetória dos projéteis disparados pelo delegado”, disse a advogada. Molina também poderá atuar na reconstituição do crime, que foi solicitada pela defesa do réu, mas ainda não autorizada. A reconstituição será nas dependências da casa, onde Wilson, a esposa Fabíola e mais dois clientes foram baleados.

Experiência

Molina é um perito renomado que atuou em casos polêmicos e de grande repercussão como a morte do empresário Paulo César Farias, o PC Farias; a Chacina de Eldorado dos Carajás; o crime da Favela Naval e o acidente que matou os integrantes da banda Mamonas Assassinas.

No Amazonas, o perito foi contratado pela defesa do ex-governador José Melo para atuar no processo que investigou o suposto uso da Polícia Militar na campanha eleitoral de 2014. Molina também atuou em casos de escândalos de corrupção envolvendo grampos e gravações clandestinas. Há quem diga que em seu laboratório, Molina procura enxergar e ouvir o que os leigos deixam passam em branco.

Desentendimento

Wilson era presidente do Partido Republicano (PR) no município de Novo Airão (a 115 quilômetros de Manaus) e deixou duas filhas. Informações de testemunhas dão conta de que o delegado estava assediando a esposa do advogado momentos antes do crime. Os dois tiveram um desentendimento e o delegado efetuou os disparos à queima-roupa.

TJ-AM marca audiência

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) marcou para o dia 14  de junho deste ano a audiência de instrução e julgamento do delegado Gustavo de Castro Sotero. Nesta fase, a Justiça dará início à instrução do processo, com interrogatório de testemunhas. Até o momento, 11 testemunhas foram arroladas pelo Ministério Público.

O MP denunciou o delegado por homicídio qualificado por motivo fútil, perigo comum e recurso que dificultou a defesa do ofendido. O crime aconteceu dia 25 de novembro do ano passado. Na ocasião, além de matar o advogado, o delegado feriu outras três pessoas.

Na data do crime, Wilson Justo Filho saiu de casa na noite de sexta-feira (24) para comemorar a compra de um apartamento novo com amigos e a esposa Fabíola. A comemoração acabou com os disparos efetuados pelo delegado.

Justiça negou pedido de revogação da prisão

Em abril deste ano a defesa de Gustavo Soterio chegou a pedir a revogação da prisão dele, mas o pedido foi negado pela Justiça. Os advogados também chegaram a pedir exumação do corpo  para coletar material para realizar exame toxológico.

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