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Peritos criminais do Amazonas param as atividades e serviços serão suspensos

Os peritos estão reunidos em frente à sede do IML e garantem que não voltam ao trabalho caso o Governo do Estado não libere um reajuste igual ao que autorizou, no ano passado, aos delegados, investigadores e escrivães, entre 58% e 72% 07/08/2015 às 11:08
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Peritos buscam a reestruturação das carreiras e melhoria nas condições de trabalho
NELSON BRILHANTE ---

Além do constrangimento, o incômodo. Considerando o número de mortes registradas nos últimos finais de semana em Manaus, a greve geral, deflagrada na manhã desta sexta-feira (7) por 192 peritos, entre criminais, legistas e odontolegistas. Eles atuam no Instituto Médico Legal (IML), no Instituto de Criminalística (IC) e de Identificação Aderson Conceição de Melo (IIACM). A paralisação pode provocar efeitos extremamente desagradáveis para a população.

Não será nada confortável o corpo de uma vítima fatal sem ser recolhido, em via pública. Nenhum serviço da Polícia Técnica está funcionando, garantem os manifestantes.

Os peritos estão reunidos em frente à sede do IML e garantem que não voltam ao trabalho caso o Governo do Estado não libere um reajuste igual ao que autorizou, no ano passado, aos delegados, investigadores e escrivães, entre 58% e 72%. Os porcentuais serão repassados em quatro anos.

Hoje, um perito ganha aproximadamente R$ 6 mil por mês. “Fomos enganados mais uma vez. Não há mais diálogo. Não vai funcionar nenhum serviço. Não haverá necropsia nem perícia. Só vamos suspender a greve quando o projeto de lei chegar à Assembleia Legislativa do Amazonas”, disse o presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais do Estado do Amazonas (SINPOEAM), Marcelo Muratore.

O dirigente sindical admite que, mesmo sendo uma greve geral, os profissionais não serão tão inconsequentes de deixar, por exemplo, o corpo de uma vítima fatal estendido no meio da rua, atrapalhando o trânsito, dentre outras situações. “Há casos especiais e a gente não será tão irresponsável de expor a população à situação de incômodo. Mas, serão casos isolados”, afirma Muratore.

Na segunda-feira (3), a categoria havia decidido pela suspensão de paralisação de 12h, em voto de confiança por promessa feita pelo Governo de encaminhamento da mensagem governamental que incluiria os peritos oficiais na reestruturação das carreiras da Polícia Civil. O indicativo de greve foi mantido e a greve se tornou inevitável.


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