Quinta-feira, 20 de Junho de 2019
MOBILIZAÇÃO

Em visita da presidente do STF, peritos denunciam problemas na estrutura do IML

Os peritos denunciam série de problemas no Instituto de Identificação, de Criminalista e Médico Legal e confirmaram paralisação na próxima sexta-feira (6) a partir das 9h



05/01/2017 às 10:35

Os peritos oficiais do Amazonas estão mobilizados em frente à sede do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), onde a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Carmen Lúcia, está reunida com representantes da Justiça da região Norte. Eles denunciam problemas estruturais no Instituto de Identificação, de Criminalista e Médico Legal e confirmaram paralisação na próxima sexta-feira (6) a partir das 9h.

Eles também tentam forçar um diálogo com a ministra e representantes do Estado para cobrar melhorias na estrutura dos institutos. "Ao todos somos pouco mais de 180 peritos. Estamos num prédio que nunca foi reformado, não tem a mínima condição de funcionar. Não temos luvas e nem material suficiente para realizar o trabalho. Para se ter ideia, já chegamos a usar luva de cabeleireiros para as perícias", denunciou Ilton Soares, diretor do Sindicato dos Peritos Oficiais do Amazonas (Sinpoeam).

A perita criminal Diana Camara expôs as dificuldades que os profissionais estão tendo na identificação dos mais de 50 mortos na rebelião. "As informações são muito desencontradas. Os nomes que a secretaria de segurança não bate com a relação que temos no instituto. Não estamos nem conseguindo localizar as fichas, por ser um trabalho manual e exaustivo, não tem sistema, nada é informatizado ou digitalizando".

Outra dificuldade relatada pela perita é na montagem dos corpos. "Muitos estão carbonizados, e nestes estamos fazendo a identificação por DNA. Mas há dezenas que faltam ainda as partes dos corpos. Temos que montar um verdadeiro quebra-cabeças", relatou.

Os oficiais afirmam que não irão deixar a sede do TJ enquanto não forem recebidos por um dos representantes da Justiça. "Pra tentar resolver o sistema prisional, os governantes precisam entender que não dá para produzir provas sem estrutura", complementou o Cleverson Redivo, também diretor do sindicato e médico legista.

Peritos entregam documento

Após discussão com os seguranças do Tribunal de Justiça, que estavam impedindo a entrada dos peritos no órgão, um grupo conseguiu entregar aos presidentes dos tribunais um relatório técnico feito em junho de 2015, que comprovam várias falhas estruturais nos institutos.

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