Segunda-feira, 27 de Janeiro de 2020
INVESTIGAÇÕES

Personal trainer morto com tiro na nuca pode ter sido vítima de latrocínio

A polícia trabalha com a possibilidade de que Flávio Soares, 57, tenha sido morto para ter seus pertences roubados pelos criminosos. Apesar disso, a vítima estava sem objetos de valor e havia deixado o celular em casa



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13/01/2020 às 20:05

O personal trainer Flávio Soares, 57, morto com um tiro na nuca na madrugada de sábado (11), na Avenida Belo Horizonte, bairro Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus, pode ter sido vítima de latrocínio (assalto seguido de morte), de acordo com hipótese levantada pela polícia. O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

Hoje à tarde, o titular da DEHS, delegado Paulo Martins, disse que já foi instaurado inquérito policial e que as investigações para a elucidação do caso já começaram. Foram ouvidas testemunhas e estão sendo coletadas provas materiais para tentar chegar aos assassinos. “Passamos o dia de hoje trabalhando nesse caso. Esperamos que logo cheguemos aos autores do crime”, disse Martins.



O crime aconteceu por volta das 4h da madrugada de sábado. Flávio saiu de casa para abastecer o seu carro em um posto de combustível na rua Belo Horizonte. Assim que saiu do posto, parou para falar com um conhecido e, nessa hora, teve o seu veículo ‘fechado’ por um gol de cor preta.

Dois homens desceram e já foram abordando a vítima dizendo “parou”, “parou”. O personal teria se assustado e, no momento que saiu do carro, a pessoa com quem ele conversava saiu correndo e os criminosos atiraram contra a cabeça da vítima que morreu na hora.

Segundo a polícia, nada de Flávio foi levado, já que ele estava sem objetos de valor e havia deixado o seu celular em casa. Em meio a ação criminosa, os bandidos acabaram fugindo sem nada.

Carreira como bailarino

O personal trainer era também bailarino e coreógrafo com importante participação no cenário cultural amazonense. A trajetória de Flávio passa por dois dos principais corpos estáveis da Cultura no Amazonas: o Corpo de Dança do Amazonas e o Balé Folclórico do Amazonas.

“A partida do Flávio, um grande profissional e amigo, é uma perda inestimável para a cultura do Amazonas. Flávio contribuiu muito para a Dança do estado, desde a participação em produções de espetáculos no Teatro Américo Alvarez, depois como integrante dos Corpos Artísticos Estaduais, nos quais atuou no Corpo de Dança do Amazonas e, mais recentemente, no Balé Folclórico. Deixa uma saudade e um grande legado”, destaca o secretário de Cultura e Economia Criativa, Marcos Apolo Muniz.

Flávio iniciou a carreira na dança aos 18 anos, com a professora Rosiman Monteverde, passando em seguida para o Grupo Espaço de Dança do Amazonas (Gedam), dirigido por Conceição Souza, onde consolidou a carreira como bailarino.

Em 1998, fez audição para o Corpo de Dança do Amazonas (CDA), quando a companhia era dirigida por Joffre Santos, e lá permaneceu até 2010.

Em 2013, ingressou como maître no Balé Folclórico do Amazonas, onde permaneceu até hoje. Em 2017, estreou o espetáculo “A Dança do Sol”, que assinou em parceria com Conceição Souza, diretora da companhia.

Em um de seus últimos trabalhos, no final de 2019, Flávio acompanhou o Balé Folclórico na primeira edição da “Expedição Cultural”, quando a companhia passou 15 dias viajando pelo interior do estado, levando espetáculos e oficinas de dança para os municípios de Borba, Nova Olinda do Norte e Autazes.

Repórter de A Crítica

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