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Perspectivas 2015: secretários municipal e estadual traçam metas para melhoria da educação

Melhorar índices, ampliar vagas, construir creches, escolas bilíngues e mudanças na merenda estão entre as metas para 2015. 31/12/2014 às 10:37
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Além da construção de novas unidades, investir no processo de ensino-aprendizagem para elevar os índices educacionais será prioridade no novo ano.
Luana Carvalho Manaus (AM)

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Apesar do  Amazonas ter atingido as metas propostas pelo Ministério da Educação (MEC) no último  Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), a média geral ainda é baixa se comparada a outros Estados brasileiros. Por isso, as perspectivas de melhoria na educação para o ano que se inicia são desafiadoras: revisão curricular, construção de novas creches e escolas estaduais bilíngues, mudança no programa de alimentação escolar, e oferta de mais vagas nas escolas.

Em entrevista ao jornal A CRÍTICA, os titulares das secretarias municipal e estadual de educação, Humberto Michiles e Rossieli Soares, afirmaram que, além da construção de novas unidades, investir no processo de ensino-aprendizagem para elevar os índices educacionais será prioridade em 2015. Entre as novidades, está a inauguração da primeira escola pública bilíngue com idioma japonês no Brasil.

Novas unidades

O secretário municipal de educação, Humberto Michiles, informou que novas creches serão inauguradas nos bairros São Francisco, na Zona Sul, Alfredo Nascimento, na Zona Norte, Jorge Teixeira, Zona Leste, Compensa e Tarumã, ambas na Zona Oeste. Ao todo, serão aproximadamente mil vagas nas cinco creches.

“O ano letivo começa com cinco novas creches em funcionamento.As creches antes eram locais onde os pais deixavam os filhos para poderem trabalhar. Hoje está associada à educação da criança, ao desenvolvimento e estímulo para que ela tenha desempenho escolar muito melhor no futuro”, disse Michiles. Além destas, o secretário prometeu entregar outras 15 creches  no decorrer de 2015.

A construção de quatro complexos educacionais (com oito novas escolas), por meio do  Projeto de Expansão e Melhoria Educacional de Rede Pública Municipal de Manaus (Proemem), também  está prevista para o próximo ano. Em 2009, ao assumir a prefeitura, o ex-prefeito Amazonino prometeu construir mil creches, mas não entregou nenhuma.  A atual gestão, do prefeito Arthur Neto, pretende encerrar o mandato, em 2016, com 110 creches entregues

Prédios alugados

Atualmente, 40% das escolas municipais funcionam em prédios alugados. De 400 escolas da zona urbana,  173 são alugadas. No mês passado, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)  liberou um empréstimo de US$ 52 milhões para ampliar as unidades educacionais de Manaus. De acordo com Michiles, as novas unidades substituirão escolas que não utilizam instalações próprias.  

“Isso consome algo em torno de R$ 40 milhões por ano só de aluguel. O financiamento do BID vai nos permitir criar novas vagas, construir escolas com o novo padrão, e nos dar a capacidade de investimento com recursos próprios”.

Merenda escolar

O segundo semestre de 2014 foi marcado por reclamações e denúncias de pais de alunos por falta de merenda escolar em algumas escolas. A Secretaria Municipal de Educação (Semed) alegou que a falha foi causada por  problemas na licitação.

Questionado sobre as providências e estratégias para evitar que a situação se repita, Michiles adiantou que o ano letivo iniciará com mudanças no programa de alimentação escolar. A proposta está sendo discutida entre o conselho de gestores e a comissão de merenda escolar. “O número de refeições vai diminuir, mas ainda estamos discutindo a quantidade”.

O programa  lançado em 2013 oferece sete refeições por dia na escola. “Estamos falando de 220 mil alunos, então são mais de 600 mil refeições por dia. Isso implica uma logística muito grande. É impossível, com a estrutura que dispomos, executar esse programa sem nenhuma falha. Por isso 2015 já vai começar com uma metodologia que atenda o aluno com a merenda, mas que coloque a escola dentro do foco principal: a aula”, completou. 

Escolas bilíngues

Depois de quase três anos parada, a Escola Estadual Djalma Batista, localizada na avenida General Rodrigo Otávio, bairro Japiim, Zona Sul, reabrirá com a modalidade de ensino em tempo integral e ensinará o idioma japonês como segunda língua aos alunos, conforme explicou o secretário estadual de educação, Rossieli Soares. 

“A ideia é propiciar efetivamente uma segunda língua. A prioridade é inglês e espanhol, mas estamos fechando algumas parcerias para criar escolas que ofereçam outro idioma no processo de alfabetização. Estamos desenhando uma parceria com o Consulado do Japão e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que tem a licenciatura em ensino de língua japonesa”, adiantou.

O projeto é uma vertente do Programa Amazonas Bilíngue, que foi criado durante a Copa do Mundo e oferece aulas de inglês com material didático e curso online para jovens que cursam o Ensino Médio em escolas da rede pública estadual.

“Vamos formar mais alunos e a ideia é massificar o programa com uma lingua estrangeira efetivamente a partir de 2015. A primeira turma do Amazonas Bilíngue já se formou e os 20 alunos que mais se destacaram irão para o Canadá fazer intercâmbio”, anunciou. 

Escolas de Tempo Integral no interior do Amazonas

Para 2015, o secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares, informou que o  Centro de Educação de Tempo Integral (Ceti) do Viver Melhor e do Lago Azul, na Zona Norte, já estarão em funcionamento. Ele anunciou, ainda, a reinauguração da Escola Estadual Senador Petrônio Portela, no bairro Dom Pedro, Zona  Centro-Oeste. A unidade  estava desativada e agora funcionará no modelo de ensino em tempo integral. 

Os municípios de Humaitá, Coari, Carauari e Manacapuru também devem iniciar o ano com novas Escolas de Tempo Integral (ETIs). “Na capital são em torno de 9 mil vagas que serão oferecidas, além das que já estamos oferecendo no período de matrículas. No interior são em torno de 6 mil novas vagas para o ano letivo de 2015”. As matrículas deverão ser feitas mediante edital que a Secretaria de Estado de Educaçao (Seduc) divulgará.   

Ainda de acordo com Rossieli, além das escolas de tempo integral, aproximadamente 17 unidades de ensino regular serão inauguradas no interior, totalizando aproximadamente  19 mil vagas. “Temos outros projetos, principalmente pedagógicos, que estão sendo reavaliados para torná-los mais atrativos aos alunos”

Para tentar melhorar os índices educacionais, principalmente do Ensino Médio (que obteve resultados mais baixos), a Seduc também revisará o currículo das disciplinas nas escolas regulares e de tempo integral. Investir em formação e especializações para professores e gestores também faz parte das estratégias da secretaria para elevar os índices.

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