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Manaus
ATAQUE

Pessoas são ferroadas e cão morre após ataque de abelhas em avenida de Manaus

Enxame avançou sobre as pessoas e o animal, que não sobreviveu às ferroadas dos insetos 13/09/2018 às 20:33
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Após o ataque das abelhas, Luke, da raça Rottweiler, foi levado com via a um veterinário, mas não resistiu e morreu no consultório. Foto: Divulgação
Silane Souza Manaus (AM)

“Foi horrível! Parecia um filme de terror, com as pessoas correndo e gritando e as abelhas atrás delas, picando todo mundo”. Assim descreveu a microempresária Fabiana Almeida Gama, 40, o momento em que um enxame de abelhas atacou moradores da alameda Cosme Ferreira, no bairro Coroado, Zona Leste. O incidente aconteceu nesta quinta-feira (13), por volta de 11h40. Um cachorro, da raça Rottweiler, não resistiu às ferroadas e morreu no consultório veterinário.

De acordo com Fabiana, o enxame fica em uma mangueira de um terreno vizinho, que está abandonado. A suspeita é que alguém tenha entrado no local para colher mangas e assustado as abelhas. “Foi encontrado um saco com várias mangas”, contou.

A microempresária afirmou que esta não é a primeira vez que as abelhas atacam na região. No ano passado, houve uma situação parecida. “Mas elas foram para a rua, atacaram o pessoal que estava na parada de ônibus. Agora não, invadiram as casas e picaram pessoas, cachorros e gatos. Nunca tinha vivido um momento de terror como este”, comentou.

O empresário Ângelo Máximo Gama, 45, disse que a esposa, dona do Rottweiler que morreu, o filho do casal e ele próprio sofreram muitas picadas e ficaram arrasados com a morte do cachorro. “Minha esposa ainda conseguiu abrir o local onde os animais ficam, mas o Luke não conseguiu sair. Tentei ajudar ele, cai na escada, levei várias ferroadas, mas, no final, não salvamos ele. Levamos em dois veterinários, mas ele não resistiu e morreu”, relatou.

Durante o incidente, o Corpo de Bombeiros foi acionado. Uma equipe do Batalhão de Incêndio Florestal e Meio Ambiente (Bifma) esteve no local para fazer o controle de insetos e ficou de retornar à noite para retirar a possível colmeia. Mas até o fechamento desta edição, conforme os moradores da área, o grupo não havia retornado.

Mais cedo, o sargento Denis Wilson, do Corpo de Bombeiros, disse que não havia como saber se existe uma colmeia no local, a suspeita é que se trata de abelhas que estão em migração. “Estamos no período quente, onde acontecem muitas queimadas que destroem o hábitat desses animais, e eles acabam migrando para a área urbana”, explicou o bombeiro, ressaltando que não é comum o ataque de abelhas na cidade.

Cuidados

O sargento Dênis explicou que as abelhas são muito ativas durante o dia. “Recomendamos que, ao deparar-se com um enxame ou colmeia, a pessoa se afaste, não mexa e, em caso de ataque, se proteja em local fechado ou evacue, e acione os  Bombeiros, pelo 193”.

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