Sexta-feira, 15 de Novembro de 2019
Manaus

Petrobras ameaçada de greve no Amazonas

Mais de 100 mil servidores, sendo 1,5 mil no Amazonas, podem cruzar os braços. Eles querem maior participação nos lucros



1.gif Os petroleiros querem aumento de 2,3% de PLR em comparação a 2010
14/07/2012 às 10:19

Os funcionários da Petrobras ameaçam entrar em greve a partir da sexta-feira (20), em virtude da mudança na proposta da estatal quanto a Participação nos Lucros e Resultados de 2011 (PLR 2011). Em conjunto com a ação nacional, os servidores amazonenses também se preparam para “cruzar os braços”.

Desde essa sexta-feira (13), as 14 entidades estaduais ligadas a Federação Única dos Petroleiros (FUP) realizaram assembleias para deliberar a respeito da possível greve. Com a ameaça, a Petrobras informou, em posicionamento nacional, que as negociações estão em andamento e há pretensão de se reunir com a categoria no próximo dia 17.



Segundo o secretário de administração e finanças da Federação, Aldemir Caetano, com a apresentação de um lucro menor em 2011, quando comparado a igual período de 2010, os trabalhadores reconheceram a necessidade de diminuir o percentual de participação.

Contudo, as atitudes tomadas pela empresa para definir a quantia de acionistas e servidores contrariaram este “reconhecimento”. “O tratamento foi diferenciado”, criticou Caetano.

Segundo o representante, a medida normalmente adotada é  que os acionistas recebam 27% do lucro líquido, enquanto o montante dado aos funcionários seja de 12%. No entanto, em comparação a 2010, o secretário afirmou que a Petrobras adicionou a participação de 2,3% dos dividendos para os acionistas. Enquanto isso, houve redução de 7,8% da quantia destinada aos trabalhadores, em relação a 2010. A cobrança da federação é que a empresa estenda o mesmo tratamento dado aos acionistas para os petroleiros.

De acordo com o representante, as assembleias estão sendo realizadas para definir quais atitudes serão tomadas, especialmente quando há unanimidade na elaboração de uma greve, caso não aja acordo com a estatal. Com base nos dados da Federação, mais de 100 mil trabalhadores atuam no sistema Petrobras e no Amazonas há pelo menos 1,5 mil servidores.

Caetano explicou que a greve não deve influenciar no aumento do preço dos combustíveis, tendo em vista que este processo de elevação é feito a partir de uma adequação com os preços internacionais e com base na política de governo. Entretanto, ele detalhou que a produção deve ser prejudicada, impondo prejuízos a empresa e não ao consumidor final.

Eletricitários dão início à paralisação

Enquanto os funcionários da petroleira estão em fase de promessa, os eletricitários iniciam nesta segunda-feira a paralisação de suas atividades por tempo indeterminado. A estimativa é que aproximadamente 800 servidores dos mais de 2,2 mil que atuam no Estado participem do movimento.

Dentre as reivindicações, os servidores solicitam reajuste salarial de 10,1%. O presidente da entidade, José Alberto Alves, comentou que as interrupções de energia costumam ser maiores em período de verão, por isso a transmissão pode ser prejudicada para atender a demanda do consumidor final e do Polo Industrial.


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