Manifesto

Petroleiros alertam população sobre monopólio no preço dos combustíveis

Categoria se reuniu na manhã desta sexta-feira (3) em protesto contra venda da Reman

Maria Derzi
03/09/2021 às 17:09.
Atualizado em 09/03/2022 às 00:25

(Foto: Divulgação )

Na manhã desta sexta-feira (3), os funcionários da Refinaria Isaac Sabbá realizaram um ato de protesto contra a venda da refinaria de Manaus para a iniciativa privada. O ato, que fez parte de um movimento nacional em defesa das refinarias da Petrobrãs, foi realizado em frente a unidade, localizada na Rua Rio Quixito, 1 - Vila Buriti, Distrito Industrial, Zona Leste de Manaus.

O ato nacional  ocorreu também em outras refinarias do Sistema Petrobras que estão a venda como RNEST, REPLAN, REGAP e RLAM, esta última a primeira a ser vendida. 

Em Manaus, estavam presentes o coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Dayvid Bacelar, diretores e e coordenadores do Sindipetro-MG, Sindipetro-NF, e Sindipetro Unificado de São Paulo.  Além da categoria petroleira, participaram também movimentos sociais, sindicais e parlamentares do Amazonas.

“Nós realizamos nosso em defesa da nossa refinaria, contra a venda dela e em defesa da Petrobras em nosso estado. O movimento foi realizado em outras bases que fazem parte da Federação Única dos Petroleiros. Queremos esclarecer que a nossa refinaria ainda não foi vendida, ainda. O que aconteceu foi um pré-contrato. O processo de venda ainda será concluído no próximo ano. Então, nosso sindicato está atuando, de uma forma intensa, para evitar que isso aconteça”, disse diretor do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Amazonas (Sindipetro-AM), Marcos Ribeiro.

Segundo Marcos a venda da Reman trará muitos prejuízos para a cidade de Manaus. “Infelizmente a gestão da Petrobras usa um discurso mentiroso, dizendo que vai ter concorrência. Não vai ter. Há estudos pela Universidade de São Paulo que deixam claros que terá o monopólio privado. E isso não é sinônimo de redução de preço de combustíveis e nem de gás de cozinha. Ainda tem como evitar que isso aconteça. E estamos trabalhando de uma forma firme para evitar que a nossa refinaria seja vendida. Sabemos da importância dela para o desenvolvimento econômico, social e para a geração de empregos na região. O grupo Atem está interessado e ela que vai querer deter esse monopólio. Estamos alertando a população sobre isso”, disse Marcos.

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