Quarta-feira, 28 de Outubro de 2020
GREVE

Petroleiros do AM aderem greve nacional e paralisam atividades nas refinarias

A classe começará a paralisação a partir de meia-noite desta segunda-feira (25). Descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e defesa dos empregos são as causas do movimento.



WhatsApp_Image_2019-11-25_at_13.10.39_9D42EE21-A249-45A4-AF1F-B9E2E190836D.jpeg Foto: Divulgação
25/11/2019 às 13:46

Os trabalhadores do setor de petróleo de todo o Brasil vão paralisar as atividades a partir do dia 25 até o dia 29 de novembro deste ano para exigir da Petrobras o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que foi mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) em outubro.  No Amazonas, a greve irá ocorrer a partir das 00h em frente a refinaria Isaac Sabbá - Reman, localizada na rua Rio Quixito, Distrito Industrial, Zona Leste de Manaus.

Durante a greve, os petroleiros do Amazonas irão promover ações para alertar a sociedade sobre os riscos da política de demissões em massa e transferências que vem sendo aplicada pela atual diretoria da Petrobrás. Entre outras irregularidades, a diretoria da Petrobrás incluiu metas de segurança, saúde e meio ambiente (SMS) como critérios para pagamento de bônus e concessão de vantagens.



Após sessões de assembleias realizadas em Manaus e em Coari, a categoria petroleira aprovou com mais de 70% a deliberação do movimento grevista a favor dos empregos, segurança no trabalho, exigindo da Petrobrás o cumprimento das cláusulas presentes no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e a suspensão de todos os processos de demissão ou transferência vinculados à venda, desmobilização ou redução de atividades nas unidades da empresa.

Foto: Divulgação

O coordenador geral do Sindicato dos Petroleiros no Estado do Amazonas (Sindipetro-AM), Marcus Ribeiro destaca que a greve ocorre em uma fase política e social decisiva no Brasil para lutar pelos empregos e também contra os prejuízos que a venda das refinarias pode acarretar para o Estados. "A sociedade precisa estar ciente dos impactos nos aspectos sociais, econômicos e ambientais que a privatização pode acarretar. Com a privatização, o número de desempregados aumenta e o preço do combustível também", destaca.

Privatização de Refinarias no Brasil

Além da falta de cumprimento do acordo com a categoria, demissões e transferências em massa, a Petrobrás anunciou na última sexta-feira (22) a venda de refinarias nos estados de Pernambuco, Bahia, Paraná e Rio Grande do Sul. A venda das quatro refinarias faz parte da primeira etapa do plano de vendas da Petrobrás. A refinaria Isaac Sabbá - Reman está inclusa na segunda fase de venda, junto com as refinarias de Minas Gerais, Ceará e a Unidade de Industrialização do Xisto (Six) no Paraná.

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