Terça-feira, 24 de Setembro de 2019
CASHBACK

PF apreende equipamentos na academia de Murad Aziz, preso por desvios na Saúde

Segundo investigação da Polícia Federal, equipamentos foram adquiridos com dinheiro desviado do Estado



pf_34108F25-CDA0-452B-A10D-9C0A1B999C91.JPG Foto: Reprodução/Internet
21/11/2018 às 08:43

A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na academia AZ Fitness, que pertence ao irmão do senador Omar Aziz, Murad Aziz, localizada no bairro Flores, Zona Centro-Sul de Manaus, na manhã desta quarta-feira (21). Murad foi preso em outubro na operação “Cashback”, que apura desvios na Saúde do Amazonas.

De acordo com o delegado federal Alexandre Teixeira, foram recolhidos equipamentos da academia que já haviam sido apreendidos,após Murad desobedecer a Justiça. Segundo Teixeira, as investigações da Polícia Federal apontam que o material foi adquirido com dinheiro desviado dos recursos destinados à Saúde no Estado.

“Os equipamentos haviam sido apreendidos e etiquetados, mas deixados em poder do investigado. As etiquetas foram arrancadas e outra ordem judicial, atendendo o pedido da Polícia Federal, mandou recolher os equipamentos, já que o investigado desobedeceu a determinação judicial”, afirmou o delegado.

Murad é acusado de tráfico de influência e lavagem de dinheiro. Após ser preso e chegar a ter prisão temporária convertida em preventiva, ele foi solto pela justiça no dia 18 de outubro.

Operação Cashback

A “Operação Cashback”  foi deflagrada no dia 11 de outubro com o cumprimento de 16 mandados de prisão preventiva e outras ordens judiciais, com objetivo de investigar a prática de crimes de peculato, lavagem de capitais e organização criminosa. Os delitos, segundo a PF, foram praticados por empresários que forneciam produtos e serviços à organização social não alcançados na primeira fase da operação Maus Caminhos, em 2016.

A PF apurou que, dentre as fraudes identificadas, o modus operandi utilizado pela organização criminosa para desviar recursos públicos consistia na realização de pagamentos superfaturados, em preço e/ou quantidade, com a posterior devolução de parte do valor pago. Por essa razão, o nome da operação faz alusão ao modelo de compras que devolve parte do dinheiro ao consumidor.

Apenas em um dos contratos dessas empresas com o Estado do Amazonas, no valor de R$ 552 milhões, foi identificada fraude no valor de R$ 140 milhões. As medidas, 16 mandados de prisão temporária e 40 mandados de busca e apreensão, além de mandados de bloqueios de contas e de sequestro de bens móveis e imóveis, foram expedidas pela Justiça Federal, após manifestação do Ministério Público Federal e cumpridas por 150 policiais federais.

Fiscalizações e auditorias complementares foram realizadas pelos órgãos técnicos. De acordo com a Receita Federal, existem indícios de fraudes fiscais da ordem de R$ 100 milhões, cujas autuações podem alcançar R$ 75 milhões. Segundo a Controladoria Geral da União (CGU), foram identificados desvios de recursos públicos da ordem de R$ 142 milhões.


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