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Manaus
CASHBACK

PF apreende equipamentos na academia de Murad Aziz, preso por desvios na Saúde

Segundo investigação da Polícia Federal, equipamentos foram adquiridos com dinheiro desviado do Estado 21/11/2018 às 08:43 - Atualizado em 21/11/2018 às 08:44
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Foto: Reprodução/Internet
acritica.com Manaus (AM)

A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na academia AZ Fitness, que pertence ao irmão do senador Omar Aziz, Murad Aziz, localizada no bairro Flores, Zona Centro-Sul de Manaus, na manhã desta quarta-feira (21). Murad foi preso em outubro na operação “Cashback”, que apura desvios na Saúde do Amazonas.

De acordo com o delegado federal Alexandre Teixeira, foram recolhidos equipamentos da academia que já haviam sido apreendidos,após Murad desobedecer a Justiça. Segundo Teixeira, as investigações da Polícia Federal apontam que o material foi adquirido com dinheiro desviado dos recursos destinados à Saúde no Estado.

“Os equipamentos haviam sido apreendidos e etiquetados, mas deixados em poder do investigado. As etiquetas foram arrancadas e outra ordem judicial, atendendo o pedido da Polícia Federal, mandou recolher os equipamentos, já que o investigado desobedeceu a determinação judicial”, afirmou o delegado.

Murad é acusado de tráfico de influência e lavagem de dinheiro. Após ser preso e chegar a ter prisão temporária convertida em preventiva, ele foi solto pela justiça no dia 18 de outubro.

Operação Cashback

A “Operação Cashback”  foi deflagrada no dia 11 de outubro com o cumprimento de 16 mandados de prisão preventiva e outras ordens judiciais, com objetivo de investigar a prática de crimes de peculato, lavagem de capitais e organização criminosa. Os delitos, segundo a PF, foram praticados por empresários que forneciam produtos e serviços à organização social não alcançados na primeira fase da operação Maus Caminhos, em 2016.

A PF apurou que, dentre as fraudes identificadas, o modus operandi utilizado pela organização criminosa para desviar recursos públicos consistia na realização de pagamentos superfaturados, em preço e/ou quantidade, com a posterior devolução de parte do valor pago. Por essa razão, o nome da operação faz alusão ao modelo de compras que devolve parte do dinheiro ao consumidor.

Apenas em um dos contratos dessas empresas com o Estado do Amazonas, no valor de R$ 552 milhões, foi identificada fraude no valor de R$ 140 milhões. As medidas, 16 mandados de prisão temporária e 40 mandados de busca e apreensão, além de mandados de bloqueios de contas e de sequestro de bens móveis e imóveis, foram expedidas pela Justiça Federal, após manifestação do Ministério Público Federal e cumpridas por 150 policiais federais.

Fiscalizações e auditorias complementares foram realizadas pelos órgãos técnicos. De acordo com a Receita Federal, existem indícios de fraudes fiscais da ordem de R$ 100 milhões, cujas autuações podem alcançar R$ 75 milhões. Segundo a Controladoria Geral da União (CGU), foram identificados desvios de recursos públicos da ordem de R$ 142 milhões.

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