Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2019
MAUS CAMINHOS

PF deflagra nova operação que apura desvios na área da Saúde do Amazonas

Entre os alvos estão a casa do empresário Murad Aziz, irmão do senador Omar Aziz (PSD), e a sede do Grupo Bringel, do ramo de serviços hospitalares. Ao total, 16 mandados de prisão preventiva estão sendo cumpridos



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11/10/2018 às 07:20

Uma operação da Polícia Federal está nas ruas de Manaus na manhã desta quinta-feira (11) para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão. A operação é um desdobramento da “Maus Caminhos”, que apura desvios de mais de R$ 200 milhões de verbas da Saúde do Estado. Ao total, 16 mandados de prisão preventiva estão sendo cumpridos.

A reportagem apurou que entre dos alvos da operação estão a casa do empresário Murad Aziz, irmão do senador Omar Aziz (PSD), localizada no Parque das Laranjeiras, e a sede do Grupo Bringel, do ramo de serviços hospitalares. Equipes também estão em um condomínios de luxo da Av. Ephigênio Salles e também da Ponta Negra. 



De acordo com a Polícia Federal, a “Operação Cash Back” investiga a prática de crimes de peculato, lavagem de capitais e organização criminosa. Os delitos, segundo a PF, foram praticados por empresários que forneciam produtos e serviços à organização social (pessoa jurídica sem fins lucrativos – ONG), não alcançados na primeira fase da operação Maus Caminhos.

A PF apurou que, dentre as fraudes identificadas, o modus operandi utilizado pela organização criminosa para desviar recursos públicos consistia na realização de pagamentos superfaturados, em preço e/ou quantidade, com a posterior devolução de parte do valor pago. Por essa razão, o nome da operação faz alusão ao modelo de compras que devolve parte do dinheiro ao consumidor.

Apenas em um dos contratos dessas empresas com o Estado do Amazonas, no valor de R$ 552 milhões, foi identificada fraude no valor de R$ 140 milhões. As medidas, 16 mandados de prisão temporária e 40 mandados de busca e apreensão, além de mandados de bloqueios de contas e de sequestro de bens móveis e imóveis, foram expedidas pela Justiça Federal, após manifestação do Ministério Público Federal e cumpridas por 150 policiais federais. 

Fiscalizações e auditorias complementares foram realizadas pelos órgãos técnicos. De acordo com a Receita Federal, existem indícios de fraudes fiscais da ordem de R$ 100 milhões, cujas autuações podem alcançar R$ 75 milhões.

Segundo a Controladoria Geral da União (CGU), foram identificados desvios de recursos públicos da ordem de R$ 142 milhões.


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