Terça-feira, 16 de Julho de 2019
OPERAÇÃO

PF estima que prejuízo de fraudes na Previdência possa chegar a R$ 9,4 milhões

Esquema criminoso foi descoberto pela Polícia Federal durante a operação "Pater Criminis", deflagrada nesta terça-feira (20). Segundo delegada, pelo menos 70 golpes foram aplicados em 2 anos



20/12/2016 às 13:01

A Polícia Federal estima que o prejuízo causado pelas fraudes no sistema previdenciário chega a R$ 9,4 milhões, informou a delegada chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Previdenciários (Deleprev), Jeanie Tufurete. A operação “Pater Criminis” foi deflagrada nesta terça-feira (20) e cumpriu nove mandados na capital. Investigações iniciadas em janeiro deste ano apontam que o grupo fraudava o benefício de auxílio-reclusão em um esquema envolvendo presidiários.

De acordo com a delegada, a investigação aponta que o grupo recrutava presos para fazerem parte do golpe, onde eles eram registrados como pais biológicos de crianças sem registro de paternidade. Devido ao valor retroativo gerado desde a data de prisão até o requerimento do benefício, os valores chegavam a R$ 150 mil reais, que eram divididos entre 50% para os agenciadores, e o restante para os internos e as mães das crianças. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados pela Polícia Federal. 

A delegada estima que em dois anos, pelo menos 70 fraudes possam ter sido aplicadas na capital, o que totaliza cerca de R$ 3,7 milhões de prejuízo relativos aos retroativos. As quantias pagas mensalmente chegam a R$ 5,7 milhões. Ela afirma que as investigações continuam para apurar outras possíveis fraudes. 

"Todos as pessoas envolvidas são agenciadores. Um deles tem passagem pelo crime de roubo e outro tem antecedentes por estelionado previdenciário. Eles ficavam na frente dos presídios obtendo informações com pessoas e tinham acesso ao pátio de visitas e ao regime fechado. Eles chegavam inclusive a se comunicar com os presos por telefone", disse a delegada. 

Conforme o chefe da assessoria de pesquisa da Previdência Social, Marcelo Ávila, para obter o benefício, era necessário que o preso possuísse 12 meses de contribuição. Até o momento, segundo ele, não foi comprovada a participação de servidores do órgão. "O objetivo principal da quadrilha era acesso aos retroativos, no entanto, eram falsificados certificados de paternidade e alteradas as idades dos dependentes para eles receberem o benefício por mais tempo", explicou.

Os suspeitos estão detidos na Superintendência da Polícia Federal do Amazonas. 

Operação "Pater Criminis"

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira a operação 'Pater Criminis', com o objetivo de desarticular organização criminosa envolvida com fraudes contra a Previdência Social. De acordo com o órgão, três pessoas foram presas em cumprimento a mandados previamente expedidos. A ação contou com aproximadamente 35 policiais federais.

Segundo o órgão, as investigações apontaram que o grupo criminoso atuava no Presídio de Puraquequara, em Manaus, recrutando detentos a participar de fraudes para obtenção do benefício de auxílio-reclusão. Após as tratativas com os internos, o outro passo era o recrutamento de mães com filhos menores sem pai registrado. 

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