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PF faz mega operação contra rede de tráfico de drogas no AM e resto do País; 127 mandados cumpridos

Ordens de prisão ocorrem em Manaus e mais 8 cidades brasileiras, e também no Peru, Colômbia, Venezuela e Bolívia. Entre os presos está “Zé Roberto” e 7 advogados 20/11/2015 às 14:39
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Entre os presos está “Zé Roberto”, líder da facção FDN
Fábio Oliveira Manaus

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (20) a Operação La Muralla, talvez a maior já realizada no Amazonas para desarticular o tráfico de drogas, sendo um dos alvos a facção criminosa Família do Norte (FDN), grupo envolvido com tráfico e homicídios.

Na operação, 127 mandados de prisões preventivas e 67 de busca e apreensão começaram a ser cumpridos nas cidades de Manaus, Tabatinga e Tonantins, no AM; Crateus, Caucaia e Fortaleza no estado do Ceará; Natal (RN); Boa Vista (RR); Rio de Janeiro (RJ); além de prisões em outros países como Peru, Colômbia, Venezuela e Bolívia.

Um dos presos é o traficante “Zé Roberto da Compensa”, um dos líderes da FDN que já cumpria pena no Compaj, em Manaus, e também um homem, ainda não identificado, que estaria envolvido na série de 37 assassinatos ocorridos em um único final de semana de julho, em Manaus. Os presos já começaram a chegar na sede da Superintendência da PF, na Zona Centro-Oeste da capital.

Entre os 127 mandados de prisão também estão sete advogados: Sulene, Aldemir Rocha Júnior, Rosangela Amorim, Janderson, Lucimar Vidinha, Luizito e o filho da advogada Janaina Veríssimo.

Também faz parte das ações da Polícia Federal a transferência de 17 detentos do regime fechado do Amazonas para presídios federais localizados fora do Estado.


Carros de luxo foram apreendidos. Foto: Winnetou Almeida

Segundo o superintendente da PF no Amazonas, delegado Marcelo Rezende, a Operação Muralla é a maior já realizada no Amazonas contra o tráfico de drogas, com apoio da Interpol e formada por 400 policiais federais, 300 policiais militares do Batalhão de Choque e da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), e helicópteros.

Segundo Rezende, as investigações da Muralla começaram há mais de um ano, em abril de 2014. De acordo com o chefe da PF, também fazem parte da operação o bloqueio de ativos registrados em 173 CPFs e CNPJs, ligados a integrantes de organizações criminosas. Carros de luxo e outros móveis foram apreendidos.

Detentos transferidos

Os 17 detentos transferidos são do regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), no Km 8 da rodovia federal BR-174. Os nomes deles não foram revelados, mas seriam chefões da alta cúpula da FDN. Os presídios federais para onde seriam levados também não foi informado.

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