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PF investiga suspeita de lavagem de dinheiro na sede do Amazonas Dá Sorte, em Manaus

Ação iniciou por volta das 5h30 em cumprimento de mandado de busca e apreensão. Operação "Trevo" foi deflagrada no AM e em 12 Estados contra lavagem de dinheiro 12/11/2014 às 11:40
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PF realiza operação na sede do Amazonas Dá Sorte
ACRITICA.COM* Manaus (AM)

Agentes da Polícia Federal (PF) realizam na manhã desta quarta-feira (12) cumprimento de mandado de busca e apreensão na sede da empresa de título de capitalização Amazonas Dá Sorte, localizada na avenida Tarumã, bairro Praça 14, Zona Sul de Manaus. A ação faz parte da Operação “Trevo”, deflagrada pela PF no Amazonas e em outros 12 Estados.

Os policiais chegaram ao local por volta das 5h30 e permanecem em diligência. Na ocasião, os policiais tentaram arrombar a porta do estabelecimento, até o momento em que o primeiro funcionário chegou e liberou a entrada às 8h.

O advogado do Amazonas Dá Sorte, José Carlos Carvalho Júnior, disse que a operação na unidade local é um engano. “O Amazonas Dá Sorte não é bingo e sim título de capitalização resgatado pela Casa vida. Esse resgate é comprovado mensalmente”, informou.

A Polícia Federal do Amazonas ainda não se pronunciou a respeito do caso na capital.

Operação “Trevo”

A Polícia Federal deflagrou na madrugada desta quarta-feira (12) a Operação “Trevo” para desarticular quadrilha que agia no Amazonas e em 12 estados do país em atividades envolvendo lavagem de dinheiro. Segundo a PF, o tronco principal da organização movimentava bilhões de reais e, entre os crimes, atuava na prática de jogo do bicho e máquinas caça-níqueis.

Cerca de 300 policiais participam das investigações, que estão sendo executadas simultaneamente no Amazonas e em outros 12 estados: Pernambuco, Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.

De acordo com a PF, ao todo estão sendo cumpridos 12 mandados de prisão temporária, 24 mandados de prisão preventiva, 57 de busca e apreensão, 47 de sequestro de valores, bens móveis e automóveis de luxo.

A organização criminosa operava por meio de loterias estaduais, cujos valores arrecadados eram repassados a entidades filantrópicas de fachada, fazendo com que o dinheiro ilícito retornasse ao grupo, em procedimento suspeito, com fortes indícios de lavagem de dinheiro.

*Com informações da repórter Joana Queiroz

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