Sábado, 11 de Julho de 2020
Manaus

PF investiga suspeita de lavagem de dinheiro na sede do Amazonas Dá Sorte, em Manaus

Ação iniciou por volta das 5h30 em cumprimento de mandado de busca e apreensão. Operação "Trevo" foi deflagrada no AM e em 12 Estados contra lavagem de dinheiro



1.gif PF realiza operação na sede do Amazonas Dá Sorte
12/11/2014 às 11:40

Agentes da Polícia Federal (PF) realizam na manhã desta quarta-feira (12) cumprimento de mandado de busca e apreensão na sede da empresa de título de capitalização Amazonas Dá Sorte, localizada na avenida Tarumã, bairro Praça 14, Zona Sul de Manaus. A ação faz parte da Operação “Trevo”, deflagrada pela PF no Amazonas e em outros 12 Estados.

Os policiais chegaram ao local por volta das 5h30 e permanecem em diligência. Na ocasião, os policiais tentaram arrombar a porta do estabelecimento, até o momento em que o primeiro funcionário chegou e liberou a entrada às 8h.



O advogado do Amazonas Dá Sorte, José Carlos Carvalho Júnior, disse que a operação na unidade local é um engano. “O Amazonas Dá Sorte não é bingo e sim título de capitalização resgatado pela Casa vida. Esse resgate é comprovado mensalmente”, informou.

A Polícia Federal do Amazonas ainda não se pronunciou a respeito do caso na capital.

Operação “Trevo”

A Polícia Federal deflagrou na madrugada desta quarta-feira (12) a Operação “Trevo” para desarticular quadrilha que agia no Amazonas e em 12 estados do país em atividades envolvendo lavagem de dinheiro. Segundo a PF, o tronco principal da organização movimentava bilhões de reais e, entre os crimes, atuava na prática de jogo do bicho e máquinas caça-níqueis.

Cerca de 300 policiais participam das investigações, que estão sendo executadas simultaneamente no Amazonas e em outros 12 estados: Pernambuco, Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.

De acordo com a PF, ao todo estão sendo cumpridos 12 mandados de prisão temporária, 24 mandados de prisão preventiva, 57 de busca e apreensão, 47 de sequestro de valores, bens móveis e automóveis de luxo.

A organização criminosa operava por meio de loterias estaduais, cujos valores arrecadados eram repassados a entidades filantrópicas de fachada, fazendo com que o dinheiro ilícito retornasse ao grupo, em procedimento suspeito, com fortes indícios de lavagem de dinheiro.

*Com informações da repórter Joana Queiroz


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