Sexta-feira, 26 de Abril de 2019
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DUAS RODAS

Polo Industrial de Manaus deve fechar o ano com 1 milhão de motos produzidas

De janeiro a novembro, foram fabricadas 968,8 mil motocicletas no PIM, alta de 19% na comparação com o mesmo período do ano passado, conforme dados da Abraciclo



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Foto: Márcio Silva
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13/12/2018 às 01:49

De janeiro a novembro, foram fabricadas 968,8 mil motocicletas no Polo Industrial de Manaus (PIM), alta de 19% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando saíram das fábricas 813,8 mil unidades. Nesse ritmo, o polo deve fechar o ano de 2018 com mais de 1 milhão de motos produzidas. Os dados são da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo).  

Com o resultado deste ano, os fabricantes do PIM voltam ao patamar da produção de 2004, quando a marca de 1 milhão de motos foi alcançada. Apesar do bom desempenho, lideranças do setor são cautelosos quanto aos números em virtude das incertezas políticas e preferem não cravar que o segmento já saiu da crise.

Para o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, o desempenho do setor, no acumulado do ano, reflete a recuperação do cenário econômico, aumento da oferta de crédito e, principalmente, a volta da confiança do consumidor.  

“Cerca de 70% das nossas vendas está no consórcio ou financiamento. O consumidor precisa confiar que estará empregado para sentir confiança para se comprometer com parcelas. Esse aumento da confiabilidade é um aspecto bem preponderante”, disse o executivo.

Exportações

Segundo Marcos Fermanian, a retração de 12,9% nas exportações, no acumulado, é resultado da queda do mercado argentino que corresponde a 70% das exportações. “A crise cambial de política externa daquele governo impactou diretamente os nossos negócios. A previsão de 80 mil unidades exportadas caiu para 70 mil e para o ano que vem a expectativa é de chegar a 49 mil unidades”, declarou o presidente da associação acrescentando que Estados Unidos e Colômbia estão entre os principais destinos.

O varejo também apresentou bons resultados ao longo deste ano. As vendas cresceram 11,6% na região Norte, 17,5% no Amazonas e 15,9% em Manaus.

Alta das magrelas

As fabricantes de bicicletas projetam encerrar o ano com a produção de 779 mil unidades, alta de 17% na comparação com 2017. Embora represente 0,35% do volume total de fabricação, a produção de bicicletas elétricas em 2019 deve ser de 13  mil unidades. A expectativa deve-se ao aumento do interesse da indústria por este nicho de mercado.

Conforme o vice-presidente do segmento de bicicletas, Cyro Gazzola, a projeção é de expansão de 10% para o próximo ano com a produção de 857 mil unidades. “O patamar de 10% é extremamente positivo comparado aos anos anteriores. O crescimento de 17% neste ano classificamos como um ano positivo e o início da recuperação da nossa indústria. Olhamos como positivo, mas com prudência”, afirmou o presidente da Caloi, complementando que as categorias mountain bike e urbano alavancam o resultado.

Entre as motivações para o desempenho do setor, segundo Gazzola, é a redução do índice de inadimplência, aliada ao aumento da oferta de crédito ao consumidor.

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O Polo Industrial de Manaus (PIM) concentra 98% do mercado nacional de produção de motocicletas com 10 fábricas do setor instaladas na Zona Franca de Manaus e 40% do mercado de bicicletas com as fabricantes Caloi, Houston, OGGI e Sense. 

Programa de incentivos favorece o setor

O assessor executivo da Moto Honda, Paulo Takeuchi, avalia que a sanção presidencial do novo programa de incentivos para montadoras no Brasil, o Rota 2030 garantirá previsibilidade para o setor de automóveis para os próximos 15 anos. O projeto, resultado de uma emenda de autoria do deputado federal Pauderney Avelino (Dem), garante a igualdade de tratamento, na fabricação, entre os quadriciclos/triciclos e as motocicletas.

“Essa política estabeleceu uma previsibilidade de longo prazo para o setor automobilístico. Acabou a dúvida e deu uma segurança jurídica muito grande para quem fabrica quadriciclo e triciclo porque agora assegura que independente da classificação fiscal do produto, devidamente aprovado o projeto, pode usar os benefícios fiscais”, disse o engenheiro mecânico.

Kateuchi afirmou que o quadriciclo, apesar de apresentar quatros rodas, essencialmente, os seus componentes são da motocicleta. “As empresas instaladas no PIM tem esse benefício (isenção fiscal) exatamente para trazer o desenvolvimento para região, além de preservar a floresta e proteger o Estado com toda a sua grandeza. Os nossos incentivos podem acabar amanhã se não tivermos atento a essas questões tão importantes para o nosso Estado”, declarou.

O diretor executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), José Eduardo Gonçalves, avalia que o programa irá gerar aumento da produção e empregos na região.

Wallace Meirelles, economista

“O segmento  de duas rodas do PIM é uma potência industrial mesmo estando a milhares de quilômetros de distância  dos grandes centros consumidores do Brasil e do mundo. O setor tem que superar a precária logística e infraestrutura,  burocracia estatal e uma economia brasileira em recuperação. Este segmento do PIM contribui decisivamente para o Brasil ficar entre os oito maiores fabricantes de motocicletas e o quarto maior produtor mundial de bicicletas”.

Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo

A indústria está muito feliz. Tivemos um crescimento substancial na produção do mercado interno nos últimos meses. A expectativa original era de crescimento de 10% e culminou no crescimento de 17% na produção.

A expectativa de um crescimento da produção para 2019, projetado em 4,3%, ainda que seja mínimo é fundamentada nas incertezas do tamanho dos ajustes de política externa que serão feitos e quando serão implementadas.

A indústria já produziu em 2011 mais de dois milhões de unidades. O setor veio em queda consecutiva até o final do ano passado, atingindo um milhão, e agora pela primeira vez voltamos a ultrapassar essa barreira de um milhão. Estamos celebrando esse crescimento que nada mais é do que recuperar um pedaço que perdemos ao longo dos anos. Estamos longe do patamar que já produzimos, mas é um passo largo para sair da crise.

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