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Ciclofaixas e ciclovias de Manaus sofrem com a falta de manutenção

Além das questões estruturais, outro problema observado é que os condutores utilizam as ciclofaixas como estacionamento fazendo com que o ciclista vá para a pista 23/06/2017 às 10:48
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Para piorar a situação dos ciclistas, invasão do espaço exclusivo é cotidiano (Evandro Seixas)
Silane Souza Manaus (AM)

Se não bastasse o número pequeno de ciclovias e ciclofaixas existentes em Manaus, a maioria desses espaços exclusivos para ciclistas ainda padece com a falta de manutenção. A ciclofaixa da avenida Nathan Xavier Albuquerque, no bairro Novo Aleixo, Zona Norte, é um exemplo. Boa parte de seus seis quilômetros de ida e de volta estão com a pintura apagada e os buracos na via obrigam o ciclista a dividir espaço com a faixa dedicada aos veículos correndo o risco de sofrer um acidente.

Para o pedreiro Alexandre Nascimento, 25, quando o assunto é usar a bicicleta como meio de transporte a capital amazonense deixa muito a desejar. E o público que gosta da “magrela” fica ainda mais desanimado com a sinalização deficiente nos espaços onde existem ciclovias e ciclofaixas. “Elas são implantadas para tornar o trânsito mais seguro para os ciclistas, mas com a sinalização precária desse jeito fica difícil, pois os outros veículos não respeitam e invadem a faixa”, apontou. 

Outro problema observado é que os condutores utilizam a ciclofaixa da Nathan Xavier Albuquerque como estacionamento fazendo com que o ciclista vá para a pista de rolamento ao se desviar dos carros estacionados. O desrespeito às leis de trânsito é muito evidente no local, de acordo com um dos coordenadores do Pedala Manaus, Marco Antônio Reis. “A partir das 17h dar para ver muitos carros entrando e invadindo a ciclofaixa como se fosse uma segunda faixa de carro”, disse.  

A ciclovia da avenida Boulevard Álvaro Maia, na Zona Centro-Sul, também precisa de manutenção nos seus 2,3 quilômetros. Especialmente porque a tinta usada na sua construção não é apropriada. “Quando chove ninguém consegue utilizar porque a pista fica como um sabão, o risco de queda é grande. Infelizmente até hoje a prefeitura não fez nada para resolver isso”, revelou Reis destacando que a ciclovia não foi implantada como previa o projeto, até a Ponta Negra, na Zona Oeste. 

A única ciclovia que está em boas condições, apontada pelos usuários, é a da  avenida Campos Sales, que interliga os bairros Monte das Oliveiras ao Santa Etelvina, na Zona Norte. Com 980 metros de extensão, a ciclovia é dividida em duas faixas e está bem sinalizada. “É bastante segura. Pena que ela é pequena”, garante o eletricista Roselito de Almeida Tavares, 23.

Saiba mais

Em março deste ano, a capital ganhou uma ciclorrota de 14,5 quilômetros de extensão, com sinalização horizontal e vertical. Ela foi implantada no Centro Histórico juntamente com o projeto Manôbike, sistema de bicicletas compartilhadas. Um grande avanço na opinião de Marco Antônio Reis, do Pedala Manaus.

Órgãos públicos garantem atuação

O Instituto Municipal de Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) informou que, em virtude do encerramento do período de chuva, irá apresentar a programação de revitalização de pintura das ciclofaixas na próxima semana. Quanto às fiscalizações, o órgão informou que ao flagrar um veículo estacionado em ciclovia e/ou ciclofaixa, os agentes procedem como determina o código de trânsito brasileiro: o proprietário é autuado por infração grave, com o veículo sujeito a remoção.

Em relação a futuros projetos, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) informou que pretende implantar seis quilômetros de ciclofaixas na extensão do Corredor Ecológico do Mindu, na Zona Norte. Já o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) informou que tem o projeto do Parque Camapuã, na Zona Leste, localizado entre o terminal 3 e o terminal 4, numa área verde de aproximadamente 385 mil metros quadrados.

 A criação do parque vai amenizar a enorme carência existente de área de esporte e lazer de grande escala nas zonas Norte e Leste da cidade. O projeto é elaborado pelo corpo de arquitetos do implurb e está na fase de elaboração do anteprojeto. A estimativa é que o espaço tenha 600 metros de ciclovia, em razão da singularidade do terreno.

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