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Pivô de crime passional revela o motivo de ter mentido: 'Fiz para não prejudicar mais a relação'

'Caso Marcelaine': Empresário Marcos Souto teve a prisão em flagrante relaxada. Em Juízo, ele negou relação com as duas mulheres, depois voltou atrás e confirmou ter se relacionado com elas 09/03/2015 às 17:11
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Da esquerda para direita: Denise, Marcelaine e Marcos
Joana Queiroz Manaus (AM)

O empresário Marcos Luis Sid Souto, teve a prisão em flagrante relaxada pela juíza plantonista, Lúcia Carvalho de Abreu, e foi colocado em liberdade nas primeiras horas deste domingo (7). Ele estava preso no Centro de Detenção Provisória (CDP), no Km 8 da BR-174, para onde foi levado depois de ter sido preso em flagrante na tarde de sexta-feira, pelo crime de falso testemunho.

O empresário foi arrolado pelo Ministério Público como testemunha de acusação no processo da tentativa de homicídio  contra a  estudante do curso de Direito Denise Almeida, 34, ocorrido em novembro de 2014. No pedido de relaxamento da prisão em flagrante a defesa do empresário alegou que o mesmo já havia se retratado  do crime de falso testemunho e que era réu primário.

O promotor plantonista Ednaldo Medeiros, deu parecer contrário ao pedido de relaxamento de Marcos dizendo que no inquérito, há indícios contundentes de autoria e prova da existência do delito e, que o flagranteado empenhou-se em tentar induzir a erro o juízo que instruía o processo criminal do qual Marcos, era testemunha mesmo após devidamente advertido da pena prevista para tal ato.

Ainda de acordo com Ednaldo Medeiros, a manutenção da prisão do indiciado  era necessária a conveniência  da instrução criminal e opinou pela conversão da prisão em flagrante  em prisão preventiva como meio eficaz  e para que o processo de desenvolva regularmente.


Em sua decisão, a magistrada salientou que  a retratação nos termos do artigo 342  do Código Penal quando manifestada antes da sentença no processo em que ocorreu o ilícito, torna o fato impunível. A retratação é o ato de desdizer-se  e de retirar o que afirmou.

“Entendo não estarem mais presentes nos autos motivos que ensejem a segregação cautelar do indiciado”, ressaltou a magistrada.  Marcos vai aguardar o julgamento em liberdade.

O empresário foi preso na sala de audiência da 3ª Vara do Tribunal do Júri, quando era interrogado na audiência de instrução processual. Ele deixou o fórum Henoch Reis acompanhado pela polícia e, em seguida, foi encaminhado à sede da DEHS. De acordo com o promotor de Justiça do caso Rogério Marques, Souto falou contrário ao que disse em depoimento prestado na DEHS, ainda na fase de inquérito, mesmo depois de ter jurado falar a verdade.

‘Fiz isso para não prejudicar mais a relação'

Na delegacia, Souto assumiu o falso testemunho e disse que não teve a intenção de atrapalhar o processo e que mentiu para não complicar mais a sua vida e a vida de Marcelaine e Denise. Disse ainda, que estava muito arrependido, que estava muito confuso e não tinha entendido direito as perguntas que o promotor fez.

Como havia dito antes no inquérito, Souto confirmou que tinha um relacionamento amoroso com Denise e Marcelaine. Ele declarou que conheceu Denise há dois anos na academia Cia Atlética, que passou a ter encontros amorosos com ela. Disse ainda que conheceu a ré do processo, Marcelaine Schumann, há nove anos e que teve relacionamento íntimo com ela. Denise sempre negou ter tido um relacionamento amoroso com Marcos.

Ainda na delegacia Marcos confessou ter mentido no interrogatório da instrução e julgamento quando disse nunca ter beijado e mantido relações sexuais com Denise e que não teve nenhum caso amoroso com ela. “Fiz isso para não prejudicar ainda mais a relação dela com o marido o advogado Erivelton Barreto”, afirmou. Ele disse ainda que as informações prestadas por ele no inquérito causaram problemas para a sua vida pessoal, pois é casado há 20 anos.

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