Domingo, 26 de Janeiro de 2020
Manaus

Plano Diretor de Manaus é considerado improvável pelo superitendente do Sinduscon

Cláudio Guenka, do Sinduscon, acha que análise de projeto complementar não se dará em 80 dias



1.jpg Para Cláudio Guenka, serão inevitáveis as discussões sobre transferências
20/06/2012 às 09:14

O superintendente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Amazonas (Sinduscon), Cláudio Guenka, disse achar improvável aquilo que prevê o anteprojeto do Plano Diretor de Manaus: redução de 180 para 90 dias na análise de projetos complementares. “Esses projetos dizem respeito a obras junto a entidades como Amazonas Energia e Manaus Ambiental e são elas que necessitam de 180 dias para aprovar o projeto. Se as empresas garantirem que analisarão em 90 dias, tudo bem, mas acho isso improvável”, disse.

Assim como o Sinduscon, que apresentará três propostas, o Federação da Agricultura e Pecuária no Amazonas (Faea) e a Associação Comercial do Amazonas (ACA), também encaminharão propostas e ressalvas. Essas entidades terão dez dias para fazer isso.



Guenka disse que será inevitável a discussão sobre a desapropriação dos prédios. Em sua opinião, o anteprojeto não deixa claro de que forma exatamente isso acontecerá. O documento fala ainda que sejam construídos prédios com até 25 pavimentos, hoje são até 18 pavimentos. No entanto, propõe ainda prédios com 35 pavimentos. “Mas estabelece que se utilize a Unidade de Transferência do Poder Construtivo, uma espécie de moeda. Ideia que não deu certo em São Paulo, nem em Curitiba, não devemos insistir no erro”, disse.

Agrícola

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (Faea), Muni Lourenço, disse que não encontrou no anteprojeto referência a atividade agrícola em bairros periféricos e nem na área rural de Manaus. “Temos plantações de hortaliças, por exemplo, no bairro Jorge Teixeira e na zona rural de Manaus granja que nos faz autossuficientes  quanto à produção de ovos”. Segundo ele, nada consta no anteprojeto critérios e autorização quanto a essa cultura.

Na avaliação do presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Gaitano Antonaccio, no que tange ao comércio o grande problema são os cerca de 3 mil camelôs instalados no Centro de Manaus. “É necessário que alguém tenha raça e faça o camelódromo. Não há mais o que se discutir. É necessário que se tome uma medida”, afirmou.

A Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam) deve reforçar propostas já discutidas como a instalação de fábricas na BR-174 e AM-010 e o descarte de resíduos sólidos. Na semana passada empresários se reuniram para discutir o anteprojeto.

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) informou que está analisando o documento e se achar necessário, apresentará proposta.

Aprovação

As propostas para alteração do anteprojeto do Plano Diretor de Manaus devem ser entregues na Câmara Municipal até o dia 30 de junho.

Entre os meses de julho, agosto e setembro serão realizadas audiências públicas na Câmara e todas as classes produtivas, bem como demais entidades, serão convidadas para apresentar sua opinião.

Em outubro haverá votação de todas as emendas e até o dia 3 de novembro o Plano Diretor deve estar aprovado.


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