Publicidade
Manaus
Manaus

Plano estadual de enfrentamento ao tráfico de pessoas é debatido em evento no AM

Sob a coordenação da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus), o seminário teve a participação de representantes das áreas de direitos humanos e segurança pública 28/03/2013 às 11:28
Show 1
Bruna Valadares, travesti parintinense que foi traficada para São Paulo, onde fazia programas, é uma das vítimas do tráfico
acritica.com ---

A elaboração de um plano estadual marcou o encerramento, nesta quarta-feira (27), do 1º Seminário para Consolidação da Rede de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, no auditório do hotel Taj Mahal (Centro). Durante dois dias, com grande participação popular, foram discutidos temas como prevenção, repressão e responsabilização do tráfico de pessoas no Amazonas.

Sob a coordenação da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus), o seminário teve a participação de representantes das áreas de direitos humanos e segurança pública, inclusive do governo federal, para discutir a ampliação das ações de combate a esse crime.

Entre os temas discutidos, chamaram a atenção “O papel do Ministério Público e da Polícia Federal no Combate ao Crime Organizado” e “Tráfico de Pessoas em grandes obras e grandes eventos e a exploração de pessoas para fins laborais”.

O Plano Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, elaborado durante o encontro, era uma aspiração do governo do Estado e de mais 53 instituições parceiras no combate ao tráfico humano.

A confirmação de Manaus como local de jogos da Copa do Mundo de 2014 aumentou a preocupação das autoridades, visto que milhares de turistas estarão na cidade, dispostos a todos os tipos de diversão, principalmente envolvendo atividades sexuais.

Na opinião da coordenadora de direitos humanos da Secretaria Estadual de Justiça (Sejus), Michele Custódio, o documento tem por finalidade direcionar, de forma organizada, as ações de combate ao crime. Até então, cada instituição vinha agindo de acordo com suas próprias estratégias, o que, inevitavelmente, produz resultados abaixo do que o problema exige.

“O governo do Amazonas quer evitar a divergência nas informações relacionadas ao crime de tráfico de pessoas. A ideia é somar informações de todos os parceiros que lutam contra esse crime para que, por exemplo, a Polícia Civil trabalhe o mesmo caso que a Secretaria de Justiça”, destacou Michele Custódio.

Publicidade
Publicidade