Quarta-feira, 24 de Abril de 2019
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Manaus

Plataforma do Proama atingida por balsa é demolida em Manaus

O drama de aproximadamente 50 mil moradores das zonas Norte e Leste da cidade que continuam sem abastecimento de água pode estar mais próximo do fim


14/07/2014 às 09:10

Com a conclusão, na última sexta-feira, das obras de demolição na plataforma do Programa Águas para Manaus (Proama) – que há 20 dias foi atingida por uma balsa –, o drama de aproximadamente 50 mil moradores das zonas Norte e Leste da cidade que continuam sem abastecimento de água pode estar mais próximo do fim.

A expectativa da Companhia de saneamento do Amazonas (Cosama), responsável pelo Proama, é de que até a próxima quarta-feira as vigas metálicas que deverão dar suporte aos tubos de captação de água afetados pelo acidente estarão instaladas na plataforma. A instalação se dará em três partes, com quatro vigas de 12 metros e uma de 16 metros. Elas serão soldadas para sustentar a tubulação.

Previsão de entrega

De acordo com o diretor presidente da Cosama, Heraldo Câmara, após a instalação dos 80 metros de viga metálica, será possível definir, com mais clareza, a previsão de entrega da obra e o retorno da normalidade ao serviço de abastecimento de água. “Caso não ocorra imprevistos, poderemos, inclusive, antecipar em uma semana a entrega do serviço, que estava prevista para o final de julho. Mas só saberemos ao certo, depois da acomodação da estrutura metálica”, avaliou.

Depois desta etapa, Câmara informou que será realizado o trabalho de instalação dos 47 metros de tubo de captação de água, além de outros serviços como a troca de cabos elétricos danificados e ligação das bombas d’água. “Assim que todas as etapas forem concluídas, ainda serão necessários entre um e dois dias até que a água seja bombeada e o abastecimento retorne à sua normalidade”, estimou o diretor presidente.

Paliativo

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Enquanto as obras não acabam, a solução provisória da Prefeitura de Manaus e da concessionária de água, Manaus Ambiental, segue em vigor. A distribuição ficou a cargo da Defesa Civil.

Das 500 mil pessoas atingidas, inicialmente, no último dia 24, em torno de 50 mil ainda estão sem fornecimento residencial, sendo atendidas somente por carros-pipa. Um total de 25 veículos do tipo realizam o serviço paliativo, que ainda assim, é irregular.

População mais insatisfeita

Nos bairros da Zona Norte e Leste, a insatisfação por parte dos moradores aumenta a cada dia de interrupção. Na avenida Mirra, no bairro João Paulo 2, situado na Zona Leste, os moradores seguem fazendo fila todas as manhãs na frente da casa de um vizinho, que cede sua água por quatro horas para que o restante da comunidade possa abastecer baldes e garrafas para seus lares.

De acordo com moradores, os carros-pipa não têm aparecido com regularidade no bairro. “Se não fosse este vizinho não sei como faríamos. Já estamos nessa situação há semanas e os carros-pipa demoram dias para passar”, queixou-se o industriário, Deliel Souza de Figueiredo,27.

Para o comerciante Márcio José, 46, a solução mais imediata seria a reativação do poço artesiano da avenida. “Já nos ajudaria muito”, disse.

 

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