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PM comete abuso de autoridade contra equipe de ACRÍTICA durante jogo em Manaus

Policial da 8ª Cicom apagou imagens de câmera de fotógrafo e ameaçou jogar profissionais "dentro da viatura dele". Direção irá entrar com representação na Corregedoria Geral na segunda-feira (15). PM deve se pronunciar sobre caso 13/12/2014 às 22:55
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PM age de forma truculenta contra profissionais de ACRÍTICA durante abordagem
ACRITICA.COM Manaus (AM)

Uma ocasião que deveria celebrar o esporte terminou em desrespeito e truculência por parte de um policial militar neste sábado (13). Durante um jogo de futebol no bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus, um grupo de policiais impediu o trabalho da imprensa e um dos PMs apagou todas as fotos de uma abordagem feita em um suposto jogador armado. Um repórter e um fotógrafo de ACRÍTICA chegaram a ser ameaçados serem presos.

O jogo faz parte do campeonato Peladão e uma equipe de reportagem composta pelo repórter Lúcio Pinheiro e pelo repórter Lucas Amorelli cobria a partida. Segundo Lúcio, em um determinado momento a polícia interrompeu o jogo para checar uma denúncia de que havia um jogador armado. Ele explicou como aconteceu o abuso de autoridade.

“O fotógrafo ficou fazendo fotos da abordagem, obviamente. Depois veio um PM e arrancou a máquina da mão dele e apagou todo o material do dia do nosso trabalho. Fui falar com ele e ele ameaçou jogar ‘dentro da viatura dele’. Não deu mais pra trabalhar”, contou. De acordo com o repórter, os PMs são lotados na 8ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom).  

Os registros foram excluídos durante o tumulto, porém profissionais de ACRÍTICA conseguiram recuperar o material. Nas imagens, foram identificados dois policiais que participaram da abordagem, “A. Moura” e “Costa Andrade”, contudo, segundo a equipe, o policial responsável por ter apagado as fotos é o que aparece de costas na imagem. Ele não foi identificado pois segundo Lúcio, teria acobertado o nome.

A direção de ACRÍTICA informou que repudia a postura tomada pelo policial e irá tomar as providências necessárias por conta do despreparo exposto neste sábado contra a imprensa. Na segunda-feira (15), o diretor jurídico irá entrar com representação na Corregedoria Geral contra a guarnição.

“Os dois profissionais são de extrema confiança, sabemos do comportamento deles e afirmamos que em nenhum momento eles agiriam fora das normas legais”, informou o editor-executivo de ACRÍTICA, André Alves.

A PM informou, por meio de assessoria de imprensa, que desconhece o caso, porém iria se pronunciar após a publicação desta matéria para investigar a atitude tomada pelos policiais.

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