Publicidade
Manaus
DEPOIS ENTERRADO

Policial foi agredido e esfaqueado 13 vezes por assassinos, mas DEHS nega tortura

Delegado afirmou que o policial foi à invasão à procura de informações sobre como comprar um lote de terreno e acabou assassinado após ser reconhecido 01/06/2017 às 14:37 - Atualizado em 01/06/2017 às 15:07
Show 96
Foto: Jander Robson
Vinicius Leal Manaus (AM)

O soldado da Polícia Militar Paulo Sérgio da Silva Portilho, 34, foi agredido e esfaqueado pelo menos 13 vezes antes de ser enterrado em uma cova na periferia de Manaus, informou hoje a Polícia Civil durante coletiva de imprensa sobre o caso. Um dos suspeitos do crime, Marcos Neves Serra, 19, o “Tá bandido”, se entregou e confessou o crime. A polícia divulgou também a imagem de outro suspeito que está sendo procurado, Fábio Barbosa, o “Índio”.

Segundo o delegado Juan Valério, a vítima chegou à invasão Buritizal Verde, no bairro Nova Cidade, Zona Norte, por volta das 21h30 da última sexta-feira (26), procurando informações sobre como poderia comprar um lote de terra no local. “Foi confirmado tanto por um dos executores, pelas testemunhas e por familiares do policial que ele foi de fato ver um terreno, ele queria comprar um lote de terreno lá. Mas ele não adentrou na invasão, ficou na parte do asfalto e perguntou de uma pessoa se tinha algum terreno à venda, valores, quando o ‘Índio’, identificou que estava com a camisa da Polícia Militar”, disse o delegado.

Conforme Valério, “Índio” incitou comparsas contra o soldado da PM e inflamou todos para cometer o crime. “Ele ficou falando ‘é polícia, é polícia’. E aí já chegaram os outros e foram levando, cometeram o homicídio”, disse o delegado.

O delegado confirmou que o policial foi agredido e golpeado com pelo menos 13 facadas, porém negou que a vítima havia sido arrastada e torturada.

“Começou um tumulto, essas pessoas que pertencem a facções criminosas começaram a incitar que ele era PM, que estava li para prender ou ver alguma situação ilícita. E acabou cada um cometendo uma conduta que acabou com a morte do PM. Já tínhamos o relato da família, de nossas análises de inteligência e de testemunhas, todas afirmam cabalmente que ele foi atrás de um terreno”, afirmou o delegado Juan Valério.

“Ele (PM Portilho) parou, não saiu da moto, apenas parou para pegar informação. Imaginamos até porque durante a noite os invasores estão lá efetivamente. Durante o dia essas casas ficam fechadas e à noite (os moradores) vão para essas casas até para não perder o lote”, completou o delegado.

“Quem imobilizou foram esses elementos pertencentes a essa facção criminosa, que estavam em maior número. Não tinha como ele se defender naquele momento. Até porque tecnicamente não tinha munição suficiente. Maiores detalhes no inquérito policial, porque estamos tentando preservar a imagem e a conduta dele como policial. Não queremos aqui criticar e falar como foi a conduta dele, se ele poderia ter evitado ou não, mas podemos falar que ele não tinha defesa. Ele estava sozinho, como um cidadão comum que iria comprar (um lote de invasão) e acabou acontecendo esse infortúnio”

Publicidade
Publicidade