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PM recua e familiares de soldado morto não vão ter que pagar celular e moto extraviados

O policial militar Paulo Sérgio Portilho foi morto em uma invasão conhecida como Buritizal Verde, no bairro Nova Cidade, Zona Norte 13/07/2018 às 19:59
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PM Paulo Sérgio Portilho. Foto: Divulgação
Vitor Gavirati Manaus (AM)

O comandante-geral da Polícia Militar do Amazonas, coronel David Brandão, revogou a portaria que determinava à família do soldado da PM Paulo Sérgio Portilho, assassinado em maio de 2017, em Manaus, o pagamento os valores da motocicleta e celular da corporação utilizados pelo policial no dia do crime. A decisão foi publicada no Boletim Geral da Polícia Militar dessa quinta-feira (12).

No documento, além de revogar o pagamento por parte dos familiares, o coronel David Brandão determinou à Diretoria de Justiça e Disciplina que instaure Sindicância Regular para apurar as circunstâncias da morte de Portilho e demais consequências e que a Assessoria Jurídico-administrativo Institucional emita parecer sobre os direitos dele na promoção post morten, indenização por parte do Estado e Pensão Especial.

Uma sindicância havia sido instaurada pela Polícia Militar a fim de apurar possível extravio de material da Fazenda Pública, a promoção post morten, pensão especial e pagamento de indenização ao soldado Portilho. Nela, o encarregado da investigação concluiu que não há indícios de Crime de Natureza Militar ou Comum, porém, houve “transgressão da disciplina militar”.

Um documento que a reportagem do Portal A Crítica teve acesso, mostra que Portilho estava devidamente escalado no dia da própria morte, e tinha sob sua responsabilidade uma motocicleta Yamaha/Lander, ano de 2009, cor preta, de placas NOX-7719, e o telefone funcional de marca Samsung, cor branca, que deviam ser utilizados apenas em razão de serviço.

Portilho foi morto em uma invasão conhecida como Buritizal Verde, no bairro Nova Cidade, Zona Norte. Ele foi assassinado depois que foi reconhecido como policial por diversos criminosos que atuavam no local.

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