Domingo, 25 de Agosto de 2019
PARALISAÇÃO

Rodoviários ameaçam paralisação após anúncio de greve dos PMs, em Manaus

Com a confirmação da parada dos policiais militares a partir das 19h de hoje (14), trabalhadores do transporte público também podem parar por medo da falta de segurança



WhatsApp_Image_2018-03-14_at_16.40.28.jpeg Ambos sindicatos anunciam greve simultânea
14/03/2018 às 16:42

Os policiais militares do Amazonas, por meio da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam), confirmaram uma paralisação a partir das 19h de hoje (14) até sexta-feira (16). Devido à parada deles, os rodoviários de Manaus também prometeram recolher os ônibus e não circular pelas ruas da cidade por medo da falta de segurança.

“Convoco a todos vocês que às 19h não montem serviço. Essas faltas começam a partir de hoje e vão até sexta-feira, no turno da manhã. Só montará serviço o policial que estiver entrando no turno da noite da sexta feira. Vocês, policiais da capital e do interior, todas as unidade estão aderindo à luta em defesa da nossa lei. Não podemos aceitar nenhum tipo de troca do nosso direito” anunciou Gerson Feitosa, presidente da Apeam.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM), Givancir Oliveira, a partir do momento que os policiais militares pararem o trabalho, os ônibus também vão parar de circular. A previsão é de que entre 60% ou 70% da frota em Manaus deixe de circular.

“Nós temos uma preocupação grande em relação à nossa segurança. Vamos pegar o gancho da greve dos policiais, tanto pela nossa segurança em rodar pela cidade à noite sem vigilância, quanto para usar o protesto para pedir maior segurança ao transporte público”, disse Givancir.

PMs cobram promoções

Na segunda-feira (12), policiais militares bloquearam a avenida Torquato Tapajós protestando pelas promoções do Quadro Especial de Acesso. O quadro especial de acesso dá direito a promoções por tempo de serviço. 

Ontem, o governador Amazonino Mendes assinou a promoção de mais de 2 mil policiais, porém, a categoria afirma que a promoção é "insuficiente".

"É referente apenas ao ano de 2016. Falta dos outros anos. Nós temos nossas responsabilidades. E no período do massacre na cidade nós abraçamos a sociedade e não paralisamos. Mas de lá para cá o governo só nos enrolou e exigimos nosso direitos”, disse o presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros do Amazonas (ACS), Igo Silva. 

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