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Polícia anuncia prisão de pessoas envolvidas na morte do sargento Afonso Camacho Dias

Militar foi executado durante um assalto no estacionamento da agência do banco Bradesco no bairro Educandos no dia 17 de julho 05/08/2015 às 19:29
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O sargento trabalhava em uma escola da PM no bairro Grande Vitória, Zona Norte da capital
Kamyla Gomes Manaus (AM)

Policiais da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd) prenderam, na tarde desta quarta-feira (5), pessoas envolvidas na morte do sargento Afonso Camacho Dias - morto na tarde do dia 17 de julho em um estacionamento do Banco Bradesco do bairro Educandos, Zona Sul de Manaus, durante um assalto.

A prisão foi confirmada oficialmente pela Polícia Civil (PC). A assessoria não da PC, porém, não deu mais detalhes das prisões. A CRÍTICA apurou que cinco pessoas presas e que parte do grupo estava no interior.

Outras informações sobre as prisões serão repassadas na manhã desta quinta-feira (6) durante coletiva de imprensa.

Entenda o caso

Três homens em fuga mataram o sargento com três tiros logo após o assalto. Eles levaram R$ 60 mil do policial. O Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) informou que o sargento, que estava de folga, fazia o transporte de valores para uma empresa no dia. O sargento trabalhava em uma escola da PM no bairro Grande Vitória, Zona Norte da capital.

A morte revoltou a corporação. No fim de semana posterior ao crime, uma onda de execuções foi registrada na cidade. Foram 35 mortes registradas. No mesmo dia da morte de Afonso Camacho, policiais que não quiseram se identificar  afirmaram que todos agiriam como verdadeiros "motoqueiros fantasmas" para localizar os assaltantes. “Toda vez que morre um PM em qualquer lugar do Brasil, todos os policiais de folga se juntam em campana na caça aos criminosos para localizar todos os envolvidos. Esses, pelo nosso código, se chamam 'motoqueiros fantasmas", disse um dos policiais na ocasião.

Um homem chegou a ser preso apontado pela Polícia Militar (PM) como um dos envolvidos no dia 27 de julho. Ele permaneceu preso por outros crimes, mas a participação dele na morte de Camacho foi logo descartada.

O secretário de Segurança, Sérgio Fontes, ressaltou que tanto a morte do sargento quanto as mortes do fim de semana serão esclarecidas e os culpados serão punidos.

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