Publicidade
Manaus
Manaus

Polícia Civil fará acareação entre envolvidos no ‘caso Marcelaine’

Delegado responsável pela investigação pretende colocar frente a frente todos os acusados de tentativa de homicídio em Manaus. Suposta mandante do crime, Marcelaine Schumann, poderá prestar depoimento às 9h30 de quinta (15) 15/01/2015 às 16:31
Show 1
Marcelaine está presa da ala feminina do CDP desde 5 de janeiro, quando chegou de Miami, nos EUA
VINICIUS LEAL E PERLA SOARES Manaus (AM)

O delegado que investiga o caso de tentativa de homicídio onde uma socialite de Manaus é apontada como mandante do crime, o ‘caso Marcelaine’, pretende interrogar a principal acusada, Marcelaine dos Santos Shumann, a “Elaine”, e fazer uma acareação entre todos os réus apontados como partícipes do atentado, ocorrido em novembro de 2014. Uma nova versão para o crime foi divulgada ontem.

Na próxima quinta-feira (15), “Elaine” deverá ser liberada da ala feminina do Centro de Detenção Provisória (CDP), no Km 8 da rodovia BR-174, para prestar depoimento. Ainda não há confirmação do local, mas possivelmente será a sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). “Elaine” está presa desde 5 de janeiro deste ano.

Em coletiva de imprensa na manhã desta terça (13), o delegado titular da DEHS e responsável por decifrar o caso, Paulo Martins, afirmou que fará uma acareação entre todos os envolvidos no crime, tanto “Elaine” quanto os outros quatro acusados. Uma nova versão para o crime foi dada ontem pelo advogados de defesa dos réus, o que mudou a conjetura da investigação.

O depoimento de “Elaine” foi requisitado pela DEHS à Vara de Execuções Penais (VEP) no dia 8, e foi aprovado pelo Ministério Público ontem (12), mas ainda necessita da decisão da Justiça. A solicitação à VEP só foi necessária porque a Polícia Federal, e não a Polícia Civil, levou “Elaine” do aeroporto à prisão quando a mesma chegou à Manaus vinda de Miami (EUA). A troca entre PF e PC causou mal estar entre as polícias.

“Elaine” estava fora do Brasil quando a polícia local pediu a prisão preventiva dela por ser a principal mandante o crime. A socialite teria pagado R$ 7 mil para que pistoleiros matassem ou deixassem aleijada a estudante de Direito Denise Almeida, que foi alvejada com um tiro no dia 12 de novembro em uma academia de Manaus.


Vítima, Denise Almeida da Silva

O crime seria motivado por um ciúme doentio. Segundo o delegado Paulo Martins, “Elaine” e Denise dividiam o mesmo amante, o empresário Marcos Souto. As duas mulheres eram casadas com outros empresários de Manaus e seriam amantes do mesmo homem, o que foi contestado pela vítima ao A CRÍTICA. “Meu marido não é o corno da jogada”, disse Denise.

Nova versão

Os advogados de defesa de Marcelaine e Charles Mac Donald's Castelo Branco, um dos acusados, apresentaram ontem à imprensa uma nova versão para o crime. Segundo eles, Charles não foi contratado por R$ 7 mil para matar Denise, e sim para cobrar uma dívida em cheque de R$ 40 mil de Marcos Souto, e “acidentalmente” alvejaram Denise.

“Acompanhamos pelos jornais a nova versão apresentada pelo advogado, mas até o presente momento continuamos na mesma linha de investigação. Estamos programando para oitivá-la (depoimento) aqui na delegacia, que é mais cômodo. Estamos aguardando decisão da Justiça”, disse o delegado Paulo Martins, da DEHS.


Karen, “Salsicha” e Charles Mac Donald's

Na opinião do delegado, a defesa de Marcelaine provavelmente vai querer apresentar a nova versão para o crime somente em juízo, quando o caso chegar à Justiça. “A defesa da Marcelaine ainda não se pronunciou. Até o presente momento no inquérito policial não aparece nenhum cheque (nova versão), não temos conhecimento”.

Os outros acusados – Rafael Leal dos Santos, 25, pistoleiro, o “Salsicha”, Charles Mac Donald's Castelo Branco, 27, o agenciador; Karen Arevalo Marques, 22, que forneceu a arma, um revólver 38; e Ediney Costa Gomes – não falaram à polícia sobre a nova versão. “O depoimento deles (outros acusados) estão em segredo de Justiça, mas em momento algum eles falaram sobre esse cheque de R$ 40 mil”, afirmou Martins.

O amante

Em dezembro, o jornal A CRÍTICA também publicou matéria com o conteúdo do depoimento de Marcos, o amante, dado à polícia. Na época, segundo o delegado Martins, Souto se mostrou surpreso, mas confessou ter um caso amoroso com “Elaine” há nove anos.

Segundo Martins, o empresário Marcos Souto se negava a acreditar que “Elaine” teria sido capaz de ter encomendar a morte de Denise, quem conhecia apenas como amizade, segundo ele. Marcos chegou a repetir várias vezes “eu não acredito que ela foi capaz. A Elaine não”, relatou o delegado Martins à reportagem.

Publicidade
Publicidade