Quarta-feira, 20 de Novembro de 2019
Manaus

Polícia Civil fará acareação entre envolvidos no ‘caso Marcelaine’

Delegado responsável pela investigação pretende colocar frente a frente todos os acusados de tentativa de homicídio em Manaus. Suposta mandante do crime, Marcelaine Schumann, poderá prestar depoimento às 9h30 de quinta (15)



1.jpg Marcelaine está presa da ala feminina do CDP desde 5 de janeiro, quando chegou de Miami, nos EUA
15/01/2015 às 16:31

O delegado que investiga o caso de tentativa de homicídio onde uma socialite de Manaus é apontada como mandante do crime, o ‘caso Marcelaine’, pretende interrogar a principal acusada, Marcelaine dos Santos Shumann, a “Elaine”, e fazer uma acareação entre todos os réus apontados como partícipes do atentado, ocorrido em novembro de 2014. Uma nova versão para o crime foi divulgada ontem.

Na próxima quinta-feira (15), “Elaine” deverá ser liberada da ala feminina do Centro de Detenção Provisória (CDP), no Km 8 da rodovia BR-174, para prestar depoimento. Ainda não há confirmação do local, mas possivelmente será a sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). “Elaine” está presa desde 5 de janeiro deste ano.



Em coletiva de imprensa na manhã desta terça (13), o delegado titular da DEHS e responsável por decifrar o caso, Paulo Martins, afirmou que fará uma acareação entre todos os envolvidos no crime, tanto “Elaine” quanto os outros quatro acusados. Uma nova versão para o crime foi dada ontem pelo advogados de defesa dos réus, o que mudou a conjetura da investigação.

O depoimento de “Elaine” foi requisitado pela DEHS à Vara de Execuções Penais (VEP) no dia 8, e foi aprovado pelo Ministério Público ontem (12), mas ainda necessita da decisão da Justiça. A solicitação à VEP só foi necessária porque a Polícia Federal, e não a Polícia Civil, levou “Elaine” do aeroporto à prisão quando a mesma chegou à Manaus vinda de Miami (EUA). A troca entre PF e PC causou mal estar entre as polícias.

“Elaine” estava fora do Brasil quando a polícia local pediu a prisão preventiva dela por ser a principal mandante o crime. A socialite teria pagado R$ 7 mil para que pistoleiros matassem ou deixassem aleijada a estudante de Direito Denise Almeida, que foi alvejada com um tiro no dia 12 de novembro em uma academia de Manaus.


Vítima, Denise Almeida da Silva

O crime seria motivado por um ciúme doentio. Segundo o delegado Paulo Martins, “Elaine” e Denise dividiam o mesmo amante, o empresário Marcos Souto. As duas mulheres eram casadas com outros empresários de Manaus e seriam amantes do mesmo homem, o que foi contestado pela vítima ao A CRÍTICA. “Meu marido não é o corno da jogada”, disse Denise.

Nova versão

Os advogados de defesa de Marcelaine e Charles Mac Donald's Castelo Branco, um dos acusados, apresentaram ontem à imprensa uma nova versão para o crime. Segundo eles, Charles não foi contratado por R$ 7 mil para matar Denise, e sim para cobrar uma dívida em cheque de R$ 40 mil de Marcos Souto, e “acidentalmente” alvejaram Denise.

“Acompanhamos pelos jornais a nova versão apresentada pelo advogado, mas até o presente momento continuamos na mesma linha de investigação. Estamos programando para oitivá-la (depoimento) aqui na delegacia, que é mais cômodo. Estamos aguardando decisão da Justiça”, disse o delegado Paulo Martins, da DEHS.


Karen, “Salsicha” e Charles Mac Donald's

Na opinião do delegado, a defesa de Marcelaine provavelmente vai querer apresentar a nova versão para o crime somente em juízo, quando o caso chegar à Justiça. “A defesa da Marcelaine ainda não se pronunciou. Até o presente momento no inquérito policial não aparece nenhum cheque (nova versão), não temos conhecimento”.

Os outros acusados – Rafael Leal dos Santos, 25, pistoleiro, o “Salsicha”, Charles Mac Donald's Castelo Branco, 27, o agenciador; Karen Arevalo Marques, 22, que forneceu a arma, um revólver 38; e Ediney Costa Gomes – não falaram à polícia sobre a nova versão. “O depoimento deles (outros acusados) estão em segredo de Justiça, mas em momento algum eles falaram sobre esse cheque de R$ 40 mil”, afirmou Martins.

O amante

Em dezembro, o jornal A CRÍTICA também publicou matéria com o conteúdo do depoimento de Marcos, o amante, dado à polícia. Na época, segundo o delegado Martins, Souto se mostrou surpreso, mas confessou ter um caso amoroso com “Elaine” há nove anos.

Segundo Martins, o empresário Marcos Souto se negava a acreditar que “Elaine” teria sido capaz de ter encomendar a morte de Denise, quem conhecia apenas como amizade, segundo ele. Marcos chegou a repetir várias vezes “eu não acredito que ela foi capaz. A Elaine não”, relatou o delegado Martins à reportagem.


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