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Polícia Civil investiga professora suspeita de amarrar alunos em sala de aula de escola em Manaus

Para “manter a ordem” dentro do ambiente escolar, a professora teria usado fita adesiva para grudar e imobilizar os alunos na cadeira. Pais dos estudantes foram à polícia denunciar o suposto abuso 06/11/2014 às 15:01
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Escola fica localizada no Vale do Sinai, bairro Cidade Nova, Zona Norte da cidade
VINICIUS LEAL Manaus (AM)

A Polícia Civil do Amazonas abriu um inquérito para investigar uma denúncia de maus tratos ocorrido dentro de uma escola na Zona Norte de Manaus. Uma professora do 2º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Engenheiro João Alberto Menezes Braga, no Vale do Sinai, bairro Cidade Nova, teria amarrado alunos para “manter a ordem”.

Identificada apenas como Maristela, a professora teria usado fita adesiva para grudar quatro alunos na cadeira e imobilizá-los durante a aula. Os estudantes, com idades entre 5 e 7 anos, só teriam sido liberados por outro colega de classe, que utilizou uma tesoura para cortar as fitas. Segundo a polícia, inclusive, um dos alunos teria sido amordaçado.

O suposto mau trato teria ocorrido na manhã de quarta (5), no final da aula, e durou cerca de 5 a 10 minutos. Tudo só foi descoberto à tarde, após a avó de uma criança ficar sabendo do acontecido pela tia da vítima, que também criança e estuda na mesma escola que a garota. “Ela estava com medo de contar”, disse um vendedor autônomo de 51 anos.

Além dos braços, a professora teria amarrado pernas e barriga, e também amordaçado alguns dos quatro alunos. Conforme boletim de ocorrência (BO) registrado no 6º Distrito Integrado de Polícia, V.G.M.R., de 7 anos de idade, teria ido pegar um pedaço de papel no chão e, em seguida, a professora a teria amarrado na cadeira com fita do tipo esparadrapo.

Conforme a polícia, V.G.M.R. só conseguiu se soltar porque um colega de classe cortou a fita adesiva usando uma tesourinha, enquanto a professora não prestava atenção. Segundo o responsável da criança por registrar o BO, a professora chamou V.G.M.R. de “pirralha” dois dias antes. Os maus tratos teriam ocorrido devido os alunos desobedecerem a professora.

O caso foi transferido para a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), que ficará responsável por investigar a denúncia. Os alunos vítimas dos maus tratos serão convocados para prestar depoimento, bem como os pais, testemunhas do fato, a diretora da escola João Alberto Menezes Braga e a professora Maristela.

Investigação

Por meio de nota enviada à imprensa, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que a denúncia foi repassada a um setor responsável por investigar o caso, sem dizer qual setor é esse. Se confirmado o mau trato, a Secretaria tomará medidas cabíveis, mas a assessoria de imprensa não informou que medidas serão essas.

A assessoria da Semed também não informou se existe prazo para encerrar as investigações administrativas. Conforme a Semed, a diretora da escola João Alberto Menezes Braga conversou com pais das crianças envolvidas nesta quinta-feira (6) para falar sobre o assunto, e uma equipe de assistente social e psicólogo também foi à instituição.

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