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Manaus
CRIME

Menina de 9 anos escreve bilhete acusando padrasto de estupro em Manaus

O bilhete foi entregue à avó paterna da criança. Resultado de exame de corpo de delito deve sair em 30 dias 04/10/2018 às 07:13 - Atualizado em 04/10/2018 às 08:59
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Foto: Arquivo/AC
Joana Queiroz Manaus (AM)

Um bilhete escrito a lápis foi a forma que uma menina de apenas nove anos encontrou para denunciar o padrasto, de 27 anos, suspeito de abusar dela desde que ela tinha seis anos. Segundo a menina, por várias vezes, ela tentou contar à mãe, mas ela não teria dado atenção à criança. Por conta disso, a cartinha foi entregue para a avó paterna da vítima.

O caso foi registrado ontem na Delegacia Especializada em Proteção a Criança e ao Adolescente (Depca), no bairro Planalto, na Zona Centro-Oeste, onde a delegada Joyce Pacheco a encaminhou para ser submetida a um exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), na Zona Norte. Na delegacia foi instaurado um inquérito policial para investigar o caso.

A avó da criança só ficou sabendo que a neta estava sendo estuprada pelo padrasto por meio do bilhete, onde ela pedia socorro. “Vó eu quero mora com a senhora, porque o meu pai faz besteiras comigo (sic)”, diz parte da carta.  

Conforme informações da conselheira tutelar da Zona Leste 1, Iolene Oliveira, que está acompanhando o caso, a avó da criança esteve no Conselho para fazer a denúncia. Por enquanto, ela também ficou com a guarda da menina.

Vítima já passou por exames

Após passarem dois meses em Goiânia, onde a criança também teria sido estuprada, a família voltou para Manaus e foi quando a menina escreveu o bilhete denunciando o padrasto. De acordo com a avó, a menina aparentava estar triste e sempre isolada.

Ontem à tarde a criança passou por exames de conjunção carnal no Instituto Médico Legal (IML) e depois foi levada para ser assistida pelo Serviço de Atendimento a Vítimas de Abuso Sexual (Savas). O resultado deve ficar pronto em até 30 dias.

Enquanto as investigações continuam na Delegacia Especializada em Proteção a Criança e ao Adolescente (Depca), a menina vai permanecer sob a guarda da avó paterna.

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