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Manaus
PROSTITUIÇÃO INFANTIL

Operação ‘666’ prende comerciante e jovem por rede de prostituição infantil em Manaus

Ação foi deflagrada na manhã de hoje (18) pela Polícia Civil. Pelo menos seis garotas de 10 a 14 anos foram abusadas sexualmente pelo grupo 18/09/2018 às 11:12 - Atualizado em 18/09/2018 às 13:04
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Foto: Gilson Mello
Vinícius Leal e Larissa Golvin Manaus (AM)

Uma operação deflagrada na manhã desta terça-feira (18), em Manaus, pela Polícia Civil do Amazonas, culminou com as prisões de um comerciante de 52 anos e uma jovem de 23 anos acusados de atuarem em uma rede de prostituição infantil na capital amazonense. A operação, denominada “666”, foi realizada pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

Segundo a Polícia Civil, o comerciante, identificado como Raimundo Alves do Vale Filho, era cliente e abusava sexualmente de crianças e adolescentes, e a jovem de 23 anos, Ana Cássia da Silva Bentes, era aliciadora das vítimas. Pelo menos seis garotas de 10 a 14 anos foram vítimas do grupo.

Tanto o comerciante quanto a jovem de 23 anos foram presos por mandado de prisão temporária. Ana Cássia foi pega na casa dela, na travessa Brasil, comunidade Parque das Nações, bairro Flores, na Zona Centro-Sul, e Raimundo foi capturado no imóvel onde mantinha um comércio e também residia, situado na avenida Mirra, segunda etapa do loteamento João Paulo, no bairro Jorge Teixeixa, Zona Norte

Durante coletiva de imprensa, a delegada Joyce Coelho, titular da sede da Depca, explicou que o casal faz parte da mesma rede de prostituição infantil identificada no mês passado após serem presos o empresário Fabian Neves, flagrado em um motel com uma adolescente de 13 anos, e da tia dessa menina. “Com as prisões de hoje a gente fecha esse grupo, não descartando a existência de outros clientes (da rede de prostituição infantil), que serão investigados assim que tivermos conhecimento”, disse Coelho.

Ana Cássia, presa hoje, seria amiga e sócia da tia da menina de 13 anos encontrada dentro do motel com o empresário Fabian Neves. “Ela (Ana Cássia) participou diretamente de todos os casos da primeira vítima (de 13 anos), inclusive na primeira ocasião (dentro do motel) ela estava presente”, disse a delegada Joyce Coelho.

Conforme a delegada, as duas agenciadoras chegavam a diminuir as idades das adolescentes para que parecessem crianças e atraíssem mais clientes. “As duas mulheres, nos bairros periféricos de Manaus, viam o perfil das crianças que interessavam os pedófilos, os abusadores, o perfil de criança de pouco idade, que se assemelham a crianças mesmo. Elas chegavam a diminuir a idade das vítimas para atrair o interesse do abusador e aí negociavam o preço, que variava entre mim e mil e 500 reais. As vítimas ganhavam no máximo 100 reais ou um celular quebrado e todo o dinheiro era mesmo para as duas aliciadoras”, reforçou a delegada.

O nome da operação, “666”, faz, inclusive, menção à senha utilizada pelo empresário Fabian Neves no celular dele. O aparelho de telefone e outros itens foram encontrados dentro do motel onde ele foi pego em flagrante com a adolescente de 13 anos. Os dados telefônicos do empresário foram quebrados e a polícia conseguiu descobrir imagens e conversas entre os todos os participantes da rede de prostituição.

Ana Cássia e Raimundo foram indiciados por estupro de vulnerável e favorecimento à prostituição. Os dois permanecerão na carceragem da Depca e, após o fim dos procedimentos cabíveis, serão encaminhados para os Centros de Detenção Provisória (CDP), em Manaus, localizado no Km 8 da rodovia BR-174.

*Colaborou a repórter Larissa Golvin

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