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Polícia Civil prende suspeito de assassinar advogado da OAB Pará em janeiro, em Manaus

Suspeito estava com mandado de prisão em nome dele e, ontem, foi até uma delegacia resolver outra situação, quando perceberam que ele era procurado na Justiça 18/09/2015 às 11:14
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“Frexeca” confessou que ele e outro comparsa mataram o advogado
Joana Queiroz Manaus

Mauro Cesar Machado Albano, o “Frexeca”, 26, foi preso em flagrante por policiais da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) como suspeito de ter assassinado, em janeiro deste ano, o advogado Jackson de Souza e Silva, 45, membro da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Pará.

O crime ocorreu no dia 24 de janeiro deste ano, mas “Frexeca” só foi preso oito meses depois, ontem, quinta-feira (17), quando tinha ido até uma delegacia no bairro Redenção, na Zona Centro-Oeste, para resolver outra situação. No 17º Distrito Integrado de Polícia (DIP), foi verificado que Mauro tinha um mandado de prisão preventiva em nome dele.

Segundo o delegado Ivo Martins, titular da DEHS, “Frexeca” estava sendo investigado desde janeiro. O crime ocorreu na rua 15 de Outubro, também no bairro Redenção. No momento do crime, Mauro estava acompanhado do comparsa, identificado como Wellington Correa, 20, conhecido como “B.O.”.

De acordo com o delegado, os dois homens se aproximaram da vítima em via pública e tentaram roubá-lo, mas não conseguiram e atiraram. Um deles efetuou um disparo de escopeta caseira na axila do advogado. “B.O.” já está preso por conta de outro homicídio. “Frexeca” confessou o crime, segundo a polícia, e será levado para a cadeia pública de Manaus.


Vítima do crime era advogado membro da OAB-Pará

Suspeita descartada

Durante as investigações, policiais civis chegaram a ir até o estado do Pará para apurar informações a respeito do crime. Uma das suspeitas era que a vítima teria sido morta não em um latrocínio, mas por encomenda, já que nenhum objeto foi roubado. Com Jackson foram encontrados R$ 1.900, três smartphones, um notebook Apple, uma pasta com documentos e objetos pessoais.

Na época do crime, o presidente da OAB Pará, Jarbas Vasconcelos, chegou a declarar que Jackson estava sendo ameaçado de morte desde 2014, quando recebeu um bilhete em um restaurante. “Tudo nos leva a crer que foi mais um brutal assassinato ligado ao exercício profissional da advocacia”, disse na ocasião.

Jarbas informou que o advogado Jackson havia denunciado ao Ministério Público do Pará, durante uma reunião, que existia uma organização criminosa contra advogados e políticos do estado e ele mesmo estava em uma lista de pessoas marcadas para morrer na cidade de Parauapebas, onde Jackson morava e trabalhava.

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