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Polícia Civil prende suspeito de matar duas pessoas com requintes de crueldade, em Manaus

“Xan”, de 26 anos, teria matado duas vítimas porque foi enganada por elas. As vítimas trabalhavam para “Xan”, e todos seriam envolvidos com o tráfico de drogas 04/12/2015 às 10:32
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O suspeito, Diekson Freitas Monteiro, o “Xan”, negou a autoria dos crimes
Fábio Oliveira Manaus

Diekson Freitas Monteiro, 26, conhecido como “Xan”, foi preso pela Polícia Civil na última segunda-feira (30) suspeito de cometer dois homicídios em Manaus. Ele foi apresentado nesta manhã na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS)

A voz de prisão ao “Xan” foi dada na própria sede da DEHS, em cumprimento de mandado de prisão, logo após ele prestar depoimento à polícia sobre os dois homicídios. O mandado de prisão foi expedido pelo juiz Eliezer Júnior, da 1ª Vara Criminal, no dia 26 do mês passado.

De acordo com o delegado Ivo Martins, titular da DEHS, a motivação para ambos os crimes está relacionada a dívidas do tráfico de drogas. As vítimas foram identificadas como Clismam Uchôa Rodrigues, 24, e Elionai de Souza Alves, 20, todos mortos com requintes de crueldade, segundo Martins.

Clismam foi encontrado pelos próprios familiares algemado e enterrado no dia 16 de novembro em um matagal localizado atrás de um campo de futebol na rua 1, conjunto cidadão 10, Tarumã, Zona Oeste de Manaus, e com sinais de agressão física. Outros comparsas de “Xan” já foram identificados.

Já Elionai foi executado no último dia 7 de Setembro com seis tiros. O crime ocorreu na rua Aramari, bairro Cidade Nova, Zona Norte. Conforme Martins, “Xan” desceu de um veículo modelo Siena e disparou contra a vítima. Segundo o delegado da DEHS, as vítimas já tinham passagem pela Polícia Civil e vendiam droga a mando de “Xan”.

“Eles se conheciam e trabalhavam para o ‘Xan’, mas deram ‘banho’ (enganaram o chefe) e foram executados com requintes de crueldade por ele, que participou efetivamente dos crimes”, explicou Ivo Martins. Há a possibilidade de o acusado ter matado outras pessoas, porém ainda será investigado.

Durante a coletiva de imprensa, “Xan” negou os crimes e disse estar trabalhando de carteira assinada no Distrito Industrial. “Ele usa a auto defesa, mas temos provas contundentes de que ele participou dos crimes” complementou o delegado. “Xan” será encaminhado a Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro, onde ficará a disposição da Justiça.

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