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Polícia em alerta contra ameaças de ataques cometidos por fugitivos do Compaj

Barreiras foram montadas na cidade para prender fugitivos do Compaj e evitar que eles promovam ataques a ônibus 11/03/2013 às 09:44
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Após um período de relativa calmaria nos presídios da capital, detentos iniciaram o ano dando muito trabalho para a polícia. Houve fugas e mortes
Náferson Cruz ---

A cúpula do Comando de Polícia Militar do Amazonas está apurando se procede a informação de que teria partido das facções criminosas, que atuam nos presídios locais, a ordem para que os ônibus de transporte coletivo urbano sejam alvos de possíveis ataques por parte dos detentos que conseguiram fugir do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na semana passada, e ainda continuam foragidos.

A reportagem apurou que a Secretaria de Segurança Pública pode vir a instalar barreiras em diversos pontos da cidade. O major Aldiney Oliveira Pinto, do Comando de Policiamento Ostensivo, disse, no domingo(10) que as barreiras seriam montadas para aumentar o leque de fiscalização da polícia e dar maior segurança à população, embora até domingo nada de concreto havia sido detectado em relação aos ataques dos detentos contra os ônibus. “Ainda não temos nada de concreto sobre as possíveis ações dos detentos foragidos, mas montamos as barreiras para apertar o cerco contra eles, capturá-los e levá-los de volta ao presídio”, disse Aldiney.

Motivação

Segundo fontes da polícia, as facções criminosas estão insatisfeitas com as transferências dos detentos José Roberto Fernandes Barbosa, o “Zé Roberto da Compensa”, e Cleomar Ribeiro de Freitas, o “Copinho”, líderes de uma das principais articulações criminosas do Estado. No dia 7, eles foram encaminhados para presídios federais, por determinação da Justiça Federal.

Os familiares dos detentos, principalmente do Compaj, onde Zé roberto e Copinho estavam presos,  temem que uma rebelião descontrolada aconteça nos presídios da capital. “Eles controlavam as cadeias para que não acontecessem brigas e rebeliões, mas com a saída deles, acho que a situação vai piorar”, disse  Bárbara Bastos, 26, esposa de um detento

A operação de transferência dos dois já vinha sendo planejada desde o ano passado e ocorreu de forma sigilosa, sob forte esquema de segurança, para evitar uma tentativa de resgate, já que Zé Roberto e Copinho integrariam uma suposta organização criminosa denominada de “Família do Norte” (FDN), que seria um braço do Primeiro Comando da Capital (PCC).

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