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Manaus
OPERAÇÃO

Polícia erra endereço e invade escritório de advogado

Adriano Hermida pediu à OAB que apure arrobamento do seu escritório durante cumprimento de mandado de busca e apreensão no último dia 12 22/08/2016 às 07:07
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Escritório de advogado funciona em local onde antes era sede de empresa investigada pelo MPE
Edilânea Souza Manaus

Uma petição encaminhada à Comissão dos Direitos e Prerrogativas dos Advogados da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM), formulada pelo advogado Adriano Hermida, denuncia uma irregularidade no cumprimento do mandado de busca e apreensão realizado no último dia 12 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Amazonas (MPE-AM), durante a realização da segunda fase da “Operação Timbó II – Zagaia”, que deu continuidade na busca dos empresários envolvidos no esquema de desvio de dinheiro público, por meio de licitações fraudulentas, no município de Santa Isabel do Rio Negro (a 635 quilômetros de Manaus).

Segundo o autor da petição, não houve um comunicado prévio referente ao mandado de busca em seu escritório. “Tive meu escritório arrombado e nisso levaram documentos, cheques de pagamentos de meus honorários, HD, recibos, eu só fiquei sabendo dessa operação quando o delegado de polícia me ligou avisando, após perceberem que não se tratava do escritório da empresa F. C. Calil, e sim de um escritório de advocacia. Não fui nem sequer intimado ou comunicado da ação, nunca fui advogado dessa empresa, nem sabia que ela existia, eu só estou há dois meses no local. Entrei com uma petição eletrônica junto à Comissão dos Direitos e Prerrogativas dos Advogados da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AM), que vai apurar o meu caso, e vou ter que esperar alguns dias para reaver o que foi levado de meu escritório, essa ação foi um total constrangimento pra mim como advogado”, comentou o advogado.

A proprietária do imóvel que preferiu não se identificar, afirmou que na ocasião a empresa de Fábio de Camargo (F. C. Calil) já não estava mais funcionando no endereço. “O Fábio de Camargo, responsável pela F. C. Calil, alugou meu imóvel em novembro do ano passado, em um contrato de um ano, mas ele saiu em junho, bem antes do término. Recebi uma ligação do Fábio dizendo que não ia mais ficar no imóvel, mas não explicou os motivos. Em seguida, o doutor Adriano alugou o local, e no dia que ocorreu o arrombamento na sala comercial, eu não sabia o que estava acontecendo e não fui comunicada, quem me avisou foi um dos meus inquilinos que no local estava cheio de carros de polícia e que iriam arrombar a porta, caso o proprietário não chegasse”, disse a proprietária.

A redação entrou em contato com a assessoria de imprensa do MPE sobre o assunto, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno.

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