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Polícia faz reintegração de posse na invasão Cidade das Luzes

Por volta das 9h, as tropas policiais e tratores adentraram a área. Na tentativa de frear a ação dos policiais, moradores atearam fogo nas árvores e atiraram pedra nos policiais que reagiram com balas de borracha 24/11/2015 às 12:11
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Tropas prontas para entrar na invasão da Cidade das Luzes
luana carvalho ---

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Tropas especiais da Polícia Militar, Força Tática, do Grupamento de Radiopatrulhamento Aéreo (Graer), Grupamento de Manejo de Artefatos Explosivos (Grupo Marte), Canil e policiais da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), participam de mega operação montada na manhã desta terça-feira (24), na entrada da invasão Cidade das Luzes, no bairro Tarumã, Zona Oeste.

Às 9h, as tropas policiais e tratores adentraram a área. Na tentativa de frear a ação dos policiais, moradores atearam fogo nas árvores e atiraram pedra nos policiais que reagiram com tiros de borracha.

De acordo com o coronel do Comando de Polícia Especial (CPE), Cleitmam Coelho, a reintegração vai ser cumprida, mas a área do Parque das Tribos e outra área que está em litígio na Justiça Federal serão preservadas. “No primeiro momento a Defensoria Pública e o Ministério Público, com os órgãos de habitação do estado e município, irão ter uma conversa com a população, na tentativa de sensibilizar, porque essa ordem terá de ser cumprida. Vamos respeitar, mas não podemos deixar que uma ordem seja desrespeitada por questões de interesses pessoais. Em último caso faremos uso das técnicas de controle e uso de armamentos não letais e de armamentos químicos”, afirmou.

Logo no início da ação, os ocupantes fizeram uma barricada e atearam fogo, para impedir a entrada dos policiais. Ao ver a chegada da polícia, os ocupantes soltaram fogos de artifício e prometem resistir. Um morador da comunidade Cristo Rei, em frente a Cidades das Luzes, informou que há homens escondidos no mato só aguardando a entrada dos policias.

"Vai ter morte. Ouvi dizer que os donos de mercadinhos que fizeram investimento alto, construíram casas de três pisos, não vão deixar barato", comentou o morador, que preferiu não ter o nome divulgado.

Moradores concentrados em ramal 

Todos os moradores da invasão estão concentrados no ramal da Anaconda, que dá acesso a Cidade das Luzes. Alguns moradores estão desesperados por não terem lugar para ir. A auxiliar de cozinha Rosilene de Almeida,30, disse que está desempregada e por isso mora,há um ano, na invasão. 

"Sou cadastrada na Suhab há mais de três anos e todas as vezes que vou lá eles me dizem para esperar. Falam que não tem vaga. Mas quem passa na minha frente são os parentes dos funcionários que trabalham lá", desabafa.

Rosilane tem três filhos e afirmou que nunca foi impedida de entrar ou sair da ocupação por traficantes. "Pode ter traficantes como tem em todo lugar. Mas também existem muitas famílias necessitadas, que não tem para onde ir. Estamos desesperados".

O delegado do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), Frederico Mendes, informou que a reintegração será feita por etapas e que as secretarias municipais e estaduais de programa sociais e de habitação irão orientar os ocupantes. No entanto, deixou claro que o Governo não irá, neste momento, disponibilizar habitação.

“No primeiro momento a Defensoria Pública e o MinistérioPúblico, com os órgãos de habitação do estado e município, irão ter umaconversa com a população, na tentativa de sensibilizar, porque essa ordem teráde ser cumprida. Vamos respeitar, mas não podemos deixar que uma ordem sejadesrespeitada por questões de interesses pessoais. Em último caso faremos usodas técnicas de controle e uso de armamentos não letais e de armamentosquímicos”, afirmou.

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