Domingo, 19 de Maio de 2019
OPERAÇÃO PILAR

Polícia investiga se materiais do 'hospital do crime' foram roubados da rede pública

Duas mulheres foram presas no local onde criminosos da FDN eram atendidos. No total, operação capturou 61 pessoas nesta manhã, incluindo bandidos que fingiam ser policiais



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(Foto: Jander Robson)
22/03/2019 às 13:03

Duas mulheres envolvidas no 'Pronto Socorro do Crime' e bandidos que se passavam por policiais ao cometerem crimes em Manaus foram alguns dos presos da Operação Pilar 4, deflagrada nesta sexta-feira (22) em bairros da Zona Centro-Oeste da capital. No total, 61 pessoas foram presas ou apreendidas.

Entre os alvos da operação,estão dois adolescentes que foram apreendidos e responderão ato infracional análogo ao tráfico de drogas. A operação também foi responsável pela prisão de cinco suspeitos de homicídios; um por tentativa de homicídio; 12 por roubos; sete por furtos; quatro por receptação; três por estupro; dois por porte ilegal de arma de fogo; um por violência doméstica; um por estelionato; um por incêndio criminoso e doze por tráfico de drogas, que era o foco principal da Operação.

Segundo o Secretário de Segurança, Louismar Bonates, Jaqueline Costa Azevedo, 21, e Rosivane Ferreira, 35, foram as mulheres presas dentro da casa que servia para realizar os curativos de criminosos que eram baleados em tiroteios ou sofriam ferimentos durante fugas. Dentro da casa,  também estavam uma pistola e drogas. Ainda segundo Bonates, a Polícia Civil vai investigar quem são os responsáveis por levar os materiais cirúrgicos para o local e se foi os insumos para atendimento foram roubados da rede pública de saúde.

"A polícia, quando sabe que há tiroteios, sempre procura as vítimas nas unidades públicas de saúde, e como não estavam sendo encontrados, já ficamos em alerta. Lá tinha bisturi, remédios, tudo para pronto atendimento", relatou o comandante-geral da Polícia Militar, Ayrton Norte.

Três homens que segundo a polícia confeccionaram camisas com as siglas da Secretapria Executiva Adjunta de Operações (Seaop) também foram detidos. Eles usavam as vestimentas para cometerem homicídios e atribuirem os crimes para a Polícia.

Além das prisões, 40 quilos de drogas deixarão de abastecer bocas de fumo na capital. A SSP informou ainda, que mais edições da Operação Pilar devem acontecer por todo o ano.


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