Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
Manaus

Polícia ocupa presídio na Zona Sul de Manaus

Batalhão de Choque e Policiamento Especial ocuparam a Vidal Pessoa desde a tarde desta quinta (11), houve tumulto e no início da noite um princípio de incêndio. Bombas de efeito moral foram usadas para tentar controlar a situação



1.jpg Presos tentaram nova rebelião no Amazonas, durante revista na Vidal Pessoa
12/07/2013 às 01:03

Após um homem ser flagrado na tentativa de jogar armas de fogo para detentos por cima de muro do presídio Raimundo Vidal Pessoa, o Comando de Policiamento Especial (CPE) da polícia militar foi acionado para ocupar o local. Depois da chegada dos policiais começaram momentos de tensão para familiares dos presos na noite desta quinta-feira (11), no Centro de Manaus. No fim da noite houve princípio de incêndio e o Corpo de Bombeiros foi acionado. Barricadas foram montadas no lado de fora do presídio. Bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha foram disparadas.

A situação já foi controlada pela polícia militar.

De acordo com informações de Epitácio Pessoa, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/AM, que intermediou as negociações entre os presos e a polícia militar tudo começou na tarde desta quinta. “Quando o rapaz foi pego tentando jogar as armas e os carcereiros souberam, eles se apavoraram pensando se tratar de um motim, e trancaram os presos no pátio, chamando a polícia logo após. Eles não quebraram absolutamente nada aqui dentro. Não houve nenhum contato do Choque com os detentos, nenhum deles foi mal tratado. Ficarei aqui até que cada um dos presos esteja em sua cela, trancados, e não haja mais policiais aqui”, disse.

O coronel Lousimar Bonates, da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Amazonas (Sejus) esteve no local e não falou com a imprensa.

Cerca de 1.100 detentos ficaram até o fim da noite de ontem trancados no pátio onde tomam banho de sol. O Batalhão de Choque da PM, equipe Marte, cães farejadores, duas ambulâncias do Samu e um carro do Corpo de Bombeiros estiveram na Vidal Pessoa durante a revista realizada.

Ao menos 15 detentos foram retirados por ambulâncias do Samu com ferimentos no rosto, pernas, e tórax. Ainda não há informação sobre possíveis mortos.


Incêndio e bombas

Logo após Epitácio Pessoa falar à imprensa e aos familiares dos presos, ouviu-se o barulho de balas de borracha e bombas de efeito moral de dentro da cadeia. Uma grande chama podia ser vista do lado de fora. A falta de respostas atiçou os familiares dos presos que tentaram derrubar o portão de madeira da cadeia.


A tropa de choque entrou em ação e usou bombas de gás lacrimogêneo na multidão, que revidou com pedradas nos policiais enquanto recuaram para a rua Duque de Caxias sentido bairro Praça 14. Eles formaram barricadas no meio da via e atearam fogo nelas.

Os policiais avançavam para cima da multidão tentando dispersá-los com mais tiros de bala de borracha e lançamento de gás. O carro do Corpo de Bombeiros vinha logo atrás para apagar as chamas nas barricadas.



Flagra
Por volta de 17h, policiais militares da Força Tática abordaram dois homens que estavam na Avenida Lourenço da Silva Braga, ao lado do muro da cadeia. Ao serem surpreendidos, um deles fugiu de moto, e o outro foi pego com uma pistola PT 45  e dois revolveres 38, que seriam lançados aos detentos.


O homem detido foi identificado como Nixon Barbosa França da Silva, 18 anos, que foi enviado ao 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e autuado pelo crime de posse ilegal de armas.


Outra versão
De acordo com o parente de um dos detentos da Vidal Pessoa que pediu sigilo de fonte, um grupo de presos ligados a facções criminosas estava esperando o envio das armas de fogo durante o banho de sol para iniciar uma rebelião e fugir. Segundo ele, ao perceber que o plano havia falhado, eles se recusaram a voltar às celas e chegaram a tentar pular o muro, sendo impedidos por outros detentos, houve luta corporal e a polícia foi chamada. “Eles  queriam que a cadeia lombrasse”, disse.

Facebook
Na mesma semana da confusão, uma detenta foi transferida após se descobrir que as fotos tiradas de dentro da cadeia por ela, foram parar em seu perfil pessoal da rede social Facebook, o qual ela mantinha atualizado regularmente por um celular, mesmo estando presa.


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