Terça-feira, 20 de Agosto de 2019
BRIGA

Polícia pede prisão preventiva de jovem que arrancou lábio de funcionária pública

Delegada solicitou prisão porque a suspeita, Samara Pinheiro, viajou para Fortaleza durante o processo de lesão corporal. Defesa alega que passagens já estavam compradas



samara_8C164AE8-9BFF-4A2E-89C5-1C6D7D97FDD6.JPG Samara permanece em Fortaleza, no Estado do Ceará (Foto: Reprodução/Facebook)
26/02/2019 às 10:39

A Polícia Civil do Estado do Amazonas pediu a prisão preventiva de Samara da Silva Pinheiro, de 19 anos, que confessou ter arrancado parte dos lábios de uma funcionária pública de 35 anos durante uma briga em Manaus no dia 15 de fevereiro. O pedido foi feito porque a jovem viajou para a cidade de Fortaleza, no Ceará, durante o processo de lesão corporal.

A briga que terminou com o lábio da jovem arrancado começou no estacionamento de um bar e restaurante na avenida Ephigênio Sales, na Zona Centro-Sul da cidade, e terminou em um posto de combustíveis na avenida André Araújo, Aleixo. A defesa de Samara Pinheiro alegou que a viagem dela a Fortaleza estava marcada antes da confusão.

Procurada pela reportagem, a delegada Alynne Lima, titular do 16º Distrito Integrado de Polícia (DIP), confirmou o pedido de prisão preventiva e informou que aguarda uma resposta da Justiça. "Ainda não tivemos respostas e estamos no aguardo. Pedi a prisão preventiva com base na lei, por ela ter ido para outro Estado", afirmou a delegada.  

O advogado de defesa de Samara, Carlos César Moreira, alegou que já se manifestou sobre o pedido da delegada. Segundo ele, Samara da Silva Pinheiro atualmente mora em Fortaleza e tinha comprado a passagem para voltar à cidade antes de tudo acontecer. Ela embarcou para o Ceará um dia após a briga, no dia 16 de fevereiro. 

"No entendimento da titular da especializada, ela se evadiu para Fortaleza depois do delito, porque quando fez a declaração na polícia não informou qual endereço ficaria. Na minha defesa, já manifestei, que as passagens da Samara tinham sido compradas no dia 12 de fevereiro (dois dias antes do ocorrido) e a viagem estava programada para acontecer no dia 16. Ela não informou onde ficaria naquele momento, porque não conhece ainda muito bem Fortaleza", destacou o delegado.

Carlos também relata que forneceu para a Justiça os ticketes da compra das passagens. Ele ainda destaca que Samara se encontra em Fortaleza, mas à disposição das autoridades. "Quem está se escondendo não fala que vai viajar. Ela só não colocou o endereço porque não sabia. A minha cliente permanece disponível da Justiça a qualquer momento", completou

Estacionamento, fofoca e briga

A publicitária Ana Rosa Cardoso, de 35 anos, uma das envolvidas na briga contou à reportagem do Portal A Crítica que ela, a funcionária pública e mais um amigo saíam do bar/restaurante em direção ao estacionamento do local quando foram abordados por um homem desconhecido, que se aproximou e questionou o trio sobre uma suposta fofoca que estavam fazendo sobre Samara.

“Esse homem abordou meu amigo e perguntou sobre o que falávamos da mulher dele. Eu me meti e disse que não falamos nada, que nem conhecíamos ela e nem ele. Então ele disse que nós chamamos ela de p****, então de repente essa mulher saiu de um veículo e me empurrou, eu revidei o empurrão e ela me deu um tapa que eu caí”, explicou Ana Cardoso. “Eu falei pra ela que não podia bater e ficar por isso mesmo. Eu chamei a polícia, os seguranças vieram e apartaram a confusão, e então eles entraram no carro e foram embora”, concluiu.

Depois, todos se encontraram em um posto de gasolina na avenida André Araújo. “A minha amiga disse que queria fumar então paramos no posto e, lá, a minha amiga viu essa moça de novo e foi tirar satisfação com ela, perguntar o porquê da agressão e quando eu vi elas já estavam brigando. Essa moça que nunca vi na vida pegou minha amiga pelos cabelos e a jogou no chão. Fui separar as duas e depois vi que havia muito sangue no rosto dela”, disse ela.

Versão da autora

A autora da mordida se apresentou na polícia e prestou depoimento. De acordo com a delegada Alyne Lima, Samara confirmou a versão apresentada pela vítima e a amiga, dizendo que a confusão teria iniciado no estacionamento do bar/restaurante e estendido até o posto de gasolina. Segundo a delegada, a agressora contou que no estacionamento a vítima a xingou, o que motivou a discussão e posteriormente agressão. O advogado de defesa alegou legítima defesa.

“A agressora contou que teve xingamentos, agressões verbais por parte da vítima e que houve a discussão no estacionamento, que posteriormente eles se encontraram no posto e, segundo a agressora, a vítima avançou nela e a agressão iniciou. A Samara confessa que mordeu, mas alegou que não sabia que havia sido tão grave”, explicou a delegada, esclarecendo que a unidade policial tem o prazo de 30 dias para concluir o inquérito policial sobre o fato.

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