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Manaus
ESQUEMA

Polícia prende investigador e assistente que desviavam armas para criminosos

Servidores da Polícia Civil vendiam armas armazenadas no Instituto de Criminalística para comerciante, que também foi preso. Esquema foi desarticulado durante a operação Roleta Russa, deflagrada nesta terça-feira (16). 16/08/2016 às 12:13 - Atualizado em 16/08/2016 às 12:17
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Polícia Civil e Corregedoria Geral deflagraram operação nesta terça-feira (16) (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Joana Queiroz Manaus (AM)

Três pessoas foram presas pela Polícia Civil na Operação Roleta Russa, deflagrada nesta terça-feira (16). O investigador da Polícia Civil, Nathanael Gonzales Galvão, a assistente administrativa Joana D’Arco Cruz da Cruz e o comerciante Adauto Leite da Silva são suspeitos de participarem de um esquema de desvio de armas praticado dentro do Instituto de Criminalística. Os servidores chegavam a lucrar até R$ 1.500 com a venda dos armamentos.

De acordo com a Polícia Civil, pelo menos 22 armas de fogo foram apreendidas com os suspeitos. As investigações foram conduzidas pelos delegados de Polícia Civil Paulo Henrique Benelli de Azevedo e Fernando Bezerra de Oliveira Lima, com o apoio e supervisão direta da Força Tarefa da Corregedoria Geral do Sistema de Segurança Pública, coordenada pela delegada Emília Ferraz.

Segundo a polícia, as armas foram desviadas entre 2015 e 2016, onde foi constatado, inclusive, a fraude em simulacros. Investigações dão conta de que os servidores desviavam armas em plantões diferentes e burlavam procedimentos de documentação dentro do instituto para poder praticar o crime. Após a fraude, as armas eram vendidas para o comerciante Adauto Silva, o qual vendia o armamento para criminosos.

Ainda segundo a polícia, o valor das armas variava entre R$ 500 e R$ 1.500. Não há informações se existem outros envolvidos no crime.

Os suspeitos foram presos temporariamente por peculato, associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo e estão sendo ouvidos na Delegacia Geral.

Operação iniciou após sumiço de pistola

De acordo com a polícia, as investigações iniciaram em abril deste ano, após uma pistola calibre ponto 40, de uso restrito da polícia e que havia sido apreendida em poder de dois assaltantes, acabou sendo novamente apreendida no dia 28.

Na semana seguinte, segundo a polícia, a arma foi encontrada com um quarteto durante patrulhamento de rotina na avenida Timbiras, Cidade Nova. Os homens afirmaram que teriam comprado a arma de um policial civil por R$ 3 mil.

O secretário de segurança pública, Sérgio Fontes, determinou a instauração de um processo investigativo para apurar o caso.

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