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Polícia prende suspeitos de tentar matar prefeito no interior do AM

Operação teve início logo pela manhã e prendeu quatro pessoas e apreendeu um adolescente de 17 anos em Manaus 15/02/2013 às 14:28
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Suspeitos que foram presos durante operação nesta sexta-feira em Manaus
Bruna Souza e Thiago Monteiro Manaus, AM

Uma operação policial foi realizada na manhã desta sexta-feira (15) na Zona Leste e Zona Centro-Sul de Manaus, em cumprimento de cinco mandados de prisão e mais cinco mandados de busca e apreensão por formação de quadrilha e tentativa de homicídio contra o prefeito, vice-prefeito e um procurador do município de Rio Preto da Eva, localizado a 57 quilômetros em linha reta de Manaus.

De acordo com o delegado titular do 36º Distrito Integrado de Polícia (DIP) que coordena a ação, Virgílio César de Mendonça, desde o mês de setembro de 2012, a quadrilha era investigada pela polícia após denúncias do próprio prefeito Luiz Ricardo de Moura Chagas, 45, mais conhecido como Dr. Ricardo, do Partido Republicano Progressista (PRP), que foi eleito com 6.351 votos nas últimas eleições, e do vice-prefeito Ernani Nunes Santiago, 54.

Segundo eles, ambos vinham sendo seguidos por carros e recebiam ameaças do grupo liderado por dois falsos advogados que atuavam na cidade com documento falso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).  Bolivar de Almeida Maués e o filho dele, Bruno Leandro Campos Maués foram presos durante a operação no condomínio residencial Bosque dos Ingleses, na Constantino Nery, no bairro da Chapada, Zona Centro-Sul, e na Colônia Japonesa. Bolivar é irmão do deputado estadual Sabino Castelo Branco.

O procurador Erick Franco de Sá e um empresário conhecido como Antônio Carlos, também chamado de 'Carlinhos', também seriam vítimas do grupo que tinha participação de Maicon Silva, 28,  conhecido como ‘mototaxista’, Raimundo Ranieri da Silva, 45, o ‘Negão’ que acabaram presos, e um adolescente de 17 anos apreendido na rua Nova Esperança, bairro Jorge Teixeira, 4º Etapa, na Zona Leste.

Segundo Virgílio César, Bolivar e Bruno teriam oferecido ao trio R$5 mil para matar o prefeito e vice-prefeito, além de R$15 mil no pagamento da morte do procurador de justiça. A operação contou com a participação da Força Tarefa da SSP, Secretaria de inteligência, Grupo FERA e policiais civis do 36º DIP.

Os presos foram encaminhados à sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP) localizada na avenida Torquato Tapajós. Maicon, Raimundo e o adolescente estavam com uma espingarda e um revólver calibre 38 com seis munições, sendo que duas estão deflagradas, e vão responder por porte ilegal de arma de fogo. Bolivar e Bruno foram presos por utilizarem documento falso e todos os acusados responderão pelo crime de formação de quadrilha.

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