Terça-feira, 20 de Outubro de 2020
ARSENAL DO CRIME

Polícia realiza maior operação de apreensão de fuzis do Amazonas

Arsenal pertencia a uma facção criminosa, no interior do estado, em Autazes. Apreensões fizeram parte da terceira fase da operação “Mamon”



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09/10/2020 às 11:14

Onze armas de fogo foram apreendidas na noite de quinta-feira (8), durante a terceira fase da operação “Mamon”. O armamento estava em posse de uma organização criminosa, no interior do Amazonas. Segundo a delegada-geral Emília Ferraz, essa já é a maior apreensão de fuzis do Amazonas.

Após a deflagração da ‘Mamon’, um grupo criminoso retirou o armamento do município de Manaquiri, distante 60 quilômetros em linha reta da capital, e o transportou até Autazes, situada a uma distância de 113 quilômetros em linha reta de Manaus.



Quando eles começaram a agir, os investigadores receberam a informação de que o motorista do narcotraficante Gilson Mattos Rodrigues, 41, que comandava o esquema, teria transportado as armas de um sítio conhecido como Amarelo, na BR-319, no município de Manaquiri, para Autazes.

O armamento apreendido é de uso restrito, em maioria, com exceção de algumas pistolas de uso permitido. Ao todo, foram apreendidas 20 armas de fogo, no total das três fases da operação.

O delegado Rafael Allemand, diretor do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), afirmou ainda que, durante as investigações da terceira fase da operação, os policiais tinham ciência de que armas pertencentes à facção criminosa estavam escondidas, mas a equipe não sabia o local exato.

Ao ser indiciado, o motorista de Gilson contou, na sede do DRCO, em Manaus, que as armas estariam enterradas em uma residência na Rua AZ1, bairro Rosarinho, em Autazes. Aos saber da localização, a equipe policial se dirigiu ao município e, por volta de 15h dessa quinta-feira (8), realizou a apreensão das armas.

Além do motorista, mais duas pessoas que auxiliaram no transporte das armas foram indiciadas. Elas fazem parte do processo principal e responderão pelos crimes de organização criminosa e posse de arma de fogo de uso restrito.

Allemand afirmou, ainda, que o armamento nunca foi usado. “São armas de grosso calibre, que não são normalmente vistas aqui na região. São equipamentos de primeira linha”, disse. 

A PC vai solicitar à Justiça autorização para uso do armamento pela polícia, dada a qualidade técnica e do estado de conservação das armas.


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