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Manaus
POLÍCIA CIVIL

Policiais civis do Amazonas ameaçam parar em protesto por reestruturação de cargos

Ontem (20), cerca de 560 de policiais participaram de uma assembleia no Sinpol-AM. Eles também querem os policiais se concentrem em atividades dentro das delegacias 21/03/2018 às 11:00 - Atualizado em 21/03/2018 às 11:17
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Os policiais querem aumentar as atividades dentro das delegacias da cidade (Foto: Arquivo AC)
Amanda Guimarães e Joana Queiroz Manaus (AM)

Policiais civis do Amazonas prometeram paralisar as atividades em Manaus exigindo a reestruturação dos cargos de investigadores e escrivães da instituição. Eles devem aguardar até o fim desta semana uma resposta do Governo do Estado sobre as reivindicações. Nessa terça (20), cerca de 560 de policiais participaram de uma assembleia na sede do Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil do Amazonas (Sinpol-AM), no bairro Aleixo, na Zona Centro-Sul, e concordaram com o ato.

A categoria também deseja que o Governo do Amazonas fortaleça as atividades administrativas no sistema de segurança pública, para que os policiais se concentrem em desenvolver atividades dentro das delegacias de Manaus. “Tivemos uma assembleia ontem e estamos em busca de uma reestruturação dos cargos de investigador e escrivão. Também queremos que os cargos administrativos comecem a ser fortalecidos dentro da polícia, pois hoje são quase inexistentes. Os policiais não podem ficar preocupados com a burocracia, mas precisam trabalhar dentro das delegacias”, disse o presidente do Sinpol, Moacir Maia.

Segundo Moacir, o objetivo é que a Gratificação do Exercício Policial (GEP) seja igualada a dos peritos do Instituto de Criminalística (IC). “Tem muitos que recebem como investigador e trabalham como administrativo e a mudança na lei de promoção. Tem investigador que está para se aposentar e não é contemplado com promoções, enquanto há novinhos apadrinhados que estão recebendo normalmente”, disse Moacir.

Espera do governo

Durante a assembleia, segundo Moacir, foi decidido que a categoria esperaria uma resposta do Governo do Amazonas até o fim desta semana. “Estamos em negociação com o governo. Ontem na assembleia decidimos que vamos esperar até essa semana. Caso não sejamos atendidos, vamos deflagrar uma greve já na semana que vem”, destacou Moacir.

O sindicalista também pediu “sensibilidade” do governador Amazonino Mendes para que as reivindicações sejam atendidas o mais breve possível e a greve seja evitada. “Provavelmente vamos ter greve. Mas ainda acredito na sensibilidade do governador Amazonino e do Bosco Saraiva, que tem feito um belo trabalho na frente da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas. Estamos esperando o chamamento do governo", completou Moacir.

Entretanto, Moacir Maia ressaltou que os policiais civis já tentaram encontros com o governador Amazonino Mendes, mas ainda não foram recebidos. O secretário da SSP Bosco Saraiva inclusive, segundo Moacir, foi convidado para assembleia de ontem (20), e não compareceu.

Polícia Civil

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP) e a Polícia Civil informaram que têm se reunido com os dirigentes do Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil do Amazonas (Sinpol- AM) para discutir a melhor maneira de atender as propostas.

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